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Reeleição de Weverton: aliados veem retirada como improvável

ResumoWeverton Rocha, senador pelo PDT do Maranhão, enfrenta avaliação de aliados que consideram improvável a reeleição em 2026. A retirada da disputa é discutida nos bastidores, sem decisão formal, com o objetivo de preservar o capital político do pedetista. O grupo pondera estratégias alternativas para manter influência no cenário estadual.

Nos bastidores da política maranhense, aliados do senador Weverton Rocha avaliam que a reeleição é improvável e discutem uma possível retirada da disputa. Sem decisão tomada, o grupo pondera caminhos que preservem o capital político do pedetista.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 13 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Reeleição de Weverton: aliados veem retirada como improvável

Aliados veem reeleição como improvável e discutem retirada de Weverton da disputa

Nos bastidores da política maranhense, cresce entre aliados do senador Weverton Rocha (PDT) a avaliação de que a reeleição é improvável. A possibilidade de o pedetista deixar a disputa ao Senado, antes tratada com cautela, agora ganha força. Não há, até o momento, indicação de decisão tomada, mas interlocutores avaliam que uma retirada poderia ser alternativa diante de um cenário eleitoral considerado difícil pelo grupo.

Dois caminhos são colocados à mesa

Dentro desse debate, pelo menos dois caminhos são considerados. Uma ala enxerga como possível uma composição com André Fufuca (PP), político com quem Weverton mantém relação de proximidade. Nesse desenho, o senador poderia deslocar sua estrutura política para fortalecer Fufuca e preservar espaços e alianças para o futuro. O entrave é a relação praticamente siamesa entre Fufuca e Eduardo Braide (PSD).

Outra corrente considera mais estratégico concentrar forças na chapa de Orleans Brandão, com apoio às candidaturas de Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) ao Senado. A leitura desse grupo é de que uma composição mais ampla evitaria a dispersão de votos entre candidaturas que disputam parcelas semelhantes do eleitorado e permitiria a Weverton participar de uma articulação política maior.

O dilema de sair sem perder protagonismo

O problema é que sair da disputa talvez seja tão complicado quanto permanecer nela. Uma candidatura a deputado federal poderia provocar conflito político com Erlanio Xavier (PDT), um dos principais aliados de Weverton e nome diretamente interessado na disputa proporcional. Concorrer a deputado estadual estaria fora das pretensões do senador, enquanto ocupar uma vaga de suplente dificilmente representaria alternativa atraente para quem exerce atualmente um mandato no Senado.

É justamente aí que está o dilema. Mesmo que seus aliados façam contas e discutam alternativas, Weverton precisa encontrar um caminho que preserve seu capital político. Depois de anos ocupando posição central na política maranhense, incluindo a candidatura ao Governo do Estado em 2022, simplesmente abandonar a eleição sem uma construção política relevante poderia ser interpretado como perda de protagonismo.

Por outro lado, insistir até o fim em uma disputa que seus próprios aliados eventualmente considerem extremamente difícil também envolve riscos. Uma votação muito abaixo das expectativas poderia produzir um desgaste maior do que uma retirada negociada antecipadamente. Na política, algumas vezes, saber a hora de reorganizar as forças pode ser tão importante quanto decidir entrar em uma eleição.

A pergunta que explica a permanência

Por enquanto, Weverton resiste. E há uma razão objetiva para isso: qual seria o destino político imediato de um senador que desistisse da própria reeleição sem ter outra candidatura ou posição equivalente para ocupar? Essa talvez seja a pergunta que explique boa parte de sua permanência no jogo.

Weverton parece, portanto, diante de uma das decisões mais delicadas de sua trajetória política. De um lado, pode seguir até outubro, apostar na força de sua estrutura e, numa expressão típica dos bastidores, "morrer atirando". Do outro, pode tentar construir uma saída negociada que preserve alianças e influência para os próximos anos.

A questão já não parece ser apenas se Weverton tem condições de disputar. O verdadeiro desafio é descobrir qual caminho lhe oferece o menor custo político: correr o risco de uma derrota nas urnas ou encontrar, antes delas, uma saída que possa ser apresentada como composição, e não como desistência.

Perguntas Frequentes

Weverton Rocha vai desistir da reeleição?

Não há decisão tomada. Aliados avaliam a retirada como alternativa, mas o senador resiste e ainda não definiu seu futuro político.

Quais os cenários para a retirada de Weverton?

Dois caminhos são discutidos: composição com André Fufuca (PP) ou apoio à chapa de Orleans Brandão, com Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) ao Senado.

Por que sair da disputa é complicado para Weverton?

Uma candidatura a deputado federal geraria conflito com Erlanio Xavier (PDT), seu principal aliado. Deputado estadual estaria fora das pretensões do senador, e ser suplente não seria atraente para quem tem mandato no Senado.

O que pode levar Weverton a permanecer na disputa?

A falta de um destino político imediato equivalente ao Senado. Desistir sem outra candidatura ou posição poderia ser interpretado como perda de protagonismo na política maranhense.

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