Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal coleta DNA após suspeita de Allan nos EUA
A mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses em Bacabal, coletou material genético nesta quarta-feira (9) após suspeita de que uma criança localizada nos EUA seja Allan. O exame deve confirmar ou descartar o vínculo familiar.
A mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão, coletou material genético nesta quarta-feira (9) para comparação com o DNA de uma criança localizada nos Estados Unidos. O procedimento ocorreu após reunião da família com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís.
A suspeita é de que uma das crianças encontradas recentemente em território norte-americano possa ser Allan. O material coletado da mãe, Clarice Cardoso, será confrontado com o da criança que está nos EUA. Segundo a advogada da família, Nathaly Moraes, há um indicativo, mas ainda não há confirmação. Somente o confronto genético poderá esclarecer se existe vínculo familiar.
A suspeita surgiu após uma operação nos EUA localizar 163 crianças e adolescentes. A possibilidade de uma delas ser Allan levou a família a buscar apoio das autoridades brasileiras. Um ponto que dificulta a identificação: Ágatha e Allan não possuem documentos de identidade, segundo a advogada, o que impede um cruzamento imediato com registros internacionais.
Fotografias de uma das crianças localizadas chamaram a atenção da família por características físicas semelhantes às de Allan. Clarice mantém a esperança de que os filhos estejam vivos.
O desaparecimento
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar perto da casa da avó, na região do quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Eles estavam com o primo Wanderson Kauã, de 8 anos, localizado com vida três dias depois. Desde então, as buscas envolveram diferentes forças de segurança, mas os irmãos seguem oficialmente desaparecidos.
A cooperação internacional abre uma nova frente no caso. A família agora aguarda o resultado da comparação genética, que pode confirmar ou descartar se a criança nos EUA é Allan Michael. desaparecimento de crianças no Brasil