# Operação combate infiltração do PCC no transporte público de São Paulo

> A Operação Vectura Corrupta combate a infiltração do PCC no transporte público de São Paulo, investigando lavagem de dinheiro e contratos do setor. Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal, está entre os alvos e afirmou estar em viagem, prometendo se apresentar em 24 horas.

*Folha Regional · Cidade · 17 de setembro de 2026 · Núbia Cardoso*

Batizada de Vectura Corrupta, a ação mira lavagem de dinheiro e a infiltração do PCC no transporte coletivo da capital. Entre os alvos está Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal, que afirmou estar em viagem e prometeu se apresentar em 24 horas.

A Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) e o Ministério Público (MP-SP) deflagraram na manhã desta quinta-feira (17) a operação Vectura Corrupta, terceira fase de uma investigação sobre lavagem de dinheiro e a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

O que se sabe até agora:

- 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão são cumpridos em sete cidades.
- Os alvos estão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
- A maioria dos investigados, segundo a polícia, ocupa função de liderança dentro da facção.
- Entre eles estão advogados e políticos que, conforme a corporação, integram a organização criminosa.
- Um dos alvos é Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

Até o momento, Leite não foi encontrado pelas autoridades. A assessoria do político divulgou nota em que ele afirma: "Estou em viagem, não estou foragido e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações".

Para quem pega ônibus todos os dias na capital, a investigação toca num ponto sensível: quem opera as linhas e como o dinheiro do sistema circula. Não é a primeira vez que o tema aparece. Esta é a terceira fase da apuração sobre a atuação do PCC no transporte público da cidade, o que indica que os investigadores vêm reconstruindo a estrutura há algum tempo, e não partindo de um episódio isolado.

O que a operação não diz, até agora, é o tamanho do prejuízo atribuído ao esquema nem quais contratos ou empresas estariam na mira. A polícia não detalhou valores, e a fonte oficial não menciona nomes de operadores do sistema entre os alvos. Qualquer conclusão sobre impacto nas tarifas ou na qualidade das linhas, portanto, ainda carece de base documental.

O padrão das investigações sobre facções em serviços essenciais costuma seguir um roteiro: primeiro se mapeia a origem do dinheiro, depois quem o movimenta e, por fim, quem ocupa posições de comando. A fase deflagrada nesta quinta parece se encaixar nesse último estágio, ao mirar lideranças. Se novas fases virão, a PC-SP e o MP-SP não informaram.

A reportagem procurou os demais citados. A nota enviada pela assessoria de Milton Leite é, até o momento, a única manifestação divulgada. como funciona a fiscalização do transporte público em São Paulo

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Fonte (canonical): https://folharegionalpacaembu.com.br/cidade/operacao-combate-infiltracao-pcc-transporte-publico-sao-paulo/
