Pastor Gil desiste de candidatura e fortalece Mical Damasceno
Pastor Gil desistiu de disputar a reeleição após condenação por corrupção a 5 anos e 6 meses de reclusão. A decisão fortalece Mical Damasceno, já apontada como principal nome do campo político para a Câmara Federal.
Pastor Gil desistiu de disputar a reeleição à Câmara Federal, abrindo caminho para Mical Damasceno. A decisão foi tomada ao lado do também deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), que já havia feito o mesmo movimento. O motivo: risco de ter a candidatura anulada após condenação por corrupção na Ação Penal nº 2670, com pena de 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente semiaberto.
A desistência ocorre em um cenário onde Mical já era apontada como um dos principais nomes para representar o campo político das Assembleias de Deus e das lideranças cristãs na disputa por uma vaga em Brasília. A atuação de Pastor Gil nesse segmento fazia parte da construção política que sustentava sua candidatura.
Agora, a saída de Pastor Gil acrescenta um novo elemento à corrida eleitoral e coloca ainda mais atenção sobre a candidatura de Mical. A disputa, que já tinha contornos definidos, ganha contornos mais claros com a consolidação do nome dela como herdeira política desse segmento.
A condenação de Pastor Gil, detalhada na Ação Penal nº 2670, não foi contestada pela defesa até o momento, e a opção pela desistência evita um desgaste jurídico durante a campanha. O cenário reforça a leitura de que o campo religioso, antes dividido, agora tende a se unir em torno de um único nome.
A movimentação também ecoa em nível nacional, onde decisões semelhantes em outros estados têm remodelado alianças e estratégias eleitorais. A saída de Pastor Gil, portanto, não é apenas um fato local, mas um indicativo de como condenações judiciais podem redefinir o tabuleiro político.
eleições 2026 candidaturas à Câmara Federal
Análise A desistência de Pastor Gil, embora motivada por risco jurídico, pode ser lida como um movimento calculado para preservar o capital político do grupo. Ao abrir mão da própria candidatura, ele evita uma possível impugnação e transfere o foco para Mical, que já vinha sendo construída como sucessora natural. Resta saber se a transferência de votos será automática ou se outros nomes surgirão para disputar esse eleitorado.