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Pesquisa revela pouca influência de Lula e Bolsonaro nas eleições maranhenses

ResumoA pesquisa Quaest de 24 de março revela que Lula e Flávio Bolsonaro exercem pouca ou nenhuma influência nas eleições maranhenses. Felipe Camarão (PT) e Roberto Rocha (PRTB) tentam associar suas campanhas aos presidenciáveis, mas registram apenas 6% e 3% de intenções de voto, respectivamente. O cenário indica baixa transferência de capital político dos líderes nacionais para o pleito estadual.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) indica que Lula e Flávio Bolsonaro têm pouca ou nenhuma influência nas eleições maranhenses. Felipe Camarão (PT) e Roberto Rocha (PRTB) tentam vincular suas campanhas aos presidenciáveis, mas seguem com 6% e 3%, respectivamente.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Pesquisa revela pouca influência de Lula e Bolsonaro nas eleições maranhenses

Pesquisa do Instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira (24), a primeira após as convenções partidárias, indica que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm pouca ou nenhuma influência no processo eleitoral maranhense. Os candidatos a governador Felipe Camarão (PT) e Roberto Rocha (PRTB) usam de todas as armas midiáticas para vincular seus nomes aos presidenciáveis, mas o eleitorado não tem respondido: Camarão amarga 6% das intenções de voto, enquanto Rocha aparece com apenas 3%.

A estratégia de vinculação, intensificada desde o início da campanha, não tem surtido efeito eleitoral. Enquanto isso, outros candidatos seguem caminho oposto. Eduardo Braide minimiza a questão presidencial e evita vincular seu nome a qualquer dos candidatos à Presidência. Orleans Brandão chegou a tentar o apoio de Lula, mas conduz sua campanha com a força apenas do governo Brandão (MDB).

O quadro reforça o nanismo eleitoral das campanhas ligadas às figuras nacionais. Se depender dos dois candidatos, pelo menos até o momento, a eleição corre o risco de se decidir em primeiro turno. A pesquisa, porém, expõe uma leitura regional que contrasta com o cenário nacional: no Maranhão, o fator presidencial parece ter peso limitado eleições 2026 no Maranhão.

A tendência observada na pesquisa é a de que o eleitorado maranhense prioriza questões locais, como gestão e obras, em detrimento do alinhamento nacional. O desafio de Camarão e Rocha, portanto, é converter o apoio dos presidenciáveis em votos concretos, algo que, até agora, as pesquisas não confirmam. A disputa segue aberta, e os próximos levantamentos indicarão se a estratégia de vinculação terá algum impacto ou se o voto local continuará dominando o cenário.

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