# PF e gabinete de André Mendonça em crise: entenda

> A crise entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso INSS no Supremo Tribunal Federal, intensificou-se após o pedido de investigação envolvendo Lulinha. O conflito expõe tensões institucionais sobre a condução de diligências e a autonomia investigativa. A situação demanda esclarecimento público sobre os procedimentos adotados e os limites da atuação judicial.

*Folha Regional · Cidade · 31 de julho de 2026 · Tatiana Réis*

A crise entre a PF e o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso INSS no STF, escalou com o pedido de investigação de Lulinha. Entenda os bastidores.

## PF e gabinete de André Mendonça entram em crise: entenda o caso

A crise entre setores da Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso INSS no Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou novo capítulo com o pedido da PF para investigar Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. O episódio expõe uma disputa institucional que já dura meses.

**Resposta direta:** A crise entre a PF e o gabinete de André Mendonça, relator do caso INSS no STF, escalou após a PF pedir a abertura de inquérito sobre Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. O gabinete do ministro cobra informações e questiona a condução das investigações; a PF nega irregularidades e recorre à AGU para contestar medidas que considera interferência.

## Como o caso chegou ao STF

A sequência foi a seguinte: a Polícia Federal pediu a abertura de um novo inquérito. O caso chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes, foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e, com o parecer favorável da PGR para a instauração da investigação, acabou distribuído para André Mendonça, que já relata o inquérito principal do INSS.

Ou seja, o novo pedido não foi parar em um gabinete qualquer. Mendonça já é o relator do caso principal, o que torna o episódio ainda mais sensível.

## O que o gabinete do ministro questiona

O mal-estar não é recente. Integrantes do gabinete de André Mendonça vinham cobrando informações sobre o andamento do inquérito, questionando a demora de algumas diligências e demonstrando preocupação com mudanças na equipe responsável pela investigação.

Na avaliação de interlocutores do gabinete, há indícios de que algo não estaria funcionando de forma regular na condução dessas investigações.

## A resposta da Polícia Federal

Do outro lado, a Polícia Federal rejeita essa leitura. A PF nega qualquer irregularidade na condução do caso e sustenta que os procedimentos seguiram critérios técnicos.

Fontes da PF contestam a interpretação do gabinete e afirmam que não houve qualquer tipo de atuação indevida. Mas não concordam com decisões que interfiram nas suas competências.

## O papel da AGU na disputa

Esse mal-estar também aparece em outro episódio. A Polícia Federal chegou a provocar a Advocacia-Geral da União (AGU) para avaliar medidas em relação a restrições impostas por André Mendonça sobre a comunicação de informações da investigação com superiores de delegados da PF.

Segundo fontes da PF, desde janeiro a corporação vinha recorrendo à AGU para questionar medidas que considera interferência nas suas atribuições. Naquele momento, o relator do caso no STF ainda era o ministro Dias Toffoli, e a manifestação inicial à AGU foi feita de forma verbal. Posteriormente, em maio e junho, os pedidos passaram a ser formalizados.

A PF sustenta que essa movimentação antecede o pedido de investigação envolvendo Lulinha e, por isso, não teria relação com esse novo desdobramento do caso.

## O capítulo do vazamento e o senador Jaques Wagner

Paralelamente, há ainda o capítulo envolvendo o senador Jaques Wagner. Com a retirada parcial do sigilo de documentos do caso, surgiu também a suspeita de vazamento de informações. Essa hipótese passou a constar nas petições do processo e ampliou ainda mais o ambiente de tensão.

O resultado é que o caso do INSS deixou de ser apenas uma investigação criminal e passou a revelar também uma disputa institucional entre setores da Polícia Federal e o gabinete de André Mendonça sobre a condução e o controle dessas apurações.

## O que esperar dos próximos passos

A crise entre PF e o gabinete de André Mendonça tende a se intensificar com o novo inquérito sobre Lulinha. A investigação sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente adiciona mais um elemento a um cenário já complexo.

Enquanto o gabinete do ministro cobra mais transparência e agilidade, a PF defende sua autonomia técnica. A palavra final, como sempre, caberá ao STF, que terá que equilibrar as demandas das duas partes.

## Perguntas Frequentes

### Por que a PF e o gabinete de André Mendonça estão em crise?

A crise decorre de divergências sobre a condução do caso INSS. O gabinete do ministro questiona a demora de diligências e mudanças na equipe; a PF nega irregularidades e recorre à AGU contra o que considera interferência.

### Qual o papel de Lulinha nessa crise?

O pedido da PF para investigar Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, escalou a crise, mas a PF sustenta que a movimentação na AGU antecede esse pedido.

### O que a AGU tem a ver com o caso?

A PF provocou a AGU para avaliar medidas contra restrições impostas por Mendonça sobre a comunicação de informações com superiores de delegados. Os pedidos foram verbalmente em janeiro e formalizados em maio e junho.

### Quem é o relator do caso INSS no STF?

O ministro André Mendonça é o relator do inquérito principal do INSS no STF. Antes dele, o caso era relatado pelo ministro Dias Toffoli.

### O que muda com o novo inquérito sobre Lulinha?

O novo inquérito, com parecer favorável da PGR, foi distribuído para Mendonça e amplia a disputa institucional entre a PF e o gabinete do ministro sobre o controle das investigações.

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Fonte (canonical): https://folharegionalpacaembu.com.br/cidade/pf-gabinete-andre-mendonca-entram-crise/
