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Polícia do Rio prende dezenas de integrantes do CV em operação

ResumoA Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu oito suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV) até as 11h desta quarta-feira (5), durante operação que visa deter dezenas de membros da facção. A ação ocorre na capital fluminense e busca desarticular a estrutura criminosa. O impacto da operação inclui a redução da capacidade de atuação do CV em áreas sob controle da facção.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação na manhã desta quarta-feira (5) para prender dezenas de suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV). Oito pessoas já foram detidas até as 11h. Entenda o impacto da ação.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 05 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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Polícia do Rio faz operações para prender dezenas de integrantes do CV

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta quarta-feira (5), uma operação para cumprir dezenas de mandados de prisão contra suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do estado. Até as 11h, oito pessoas haviam sido presas, segundo apuração da Agência Brasil.

Resposta direta: A ação mira um braço da quadrilha especializado em roubo de automóveis. Os alvos são moradores da comunidade Fallet-Fogueteiro, em morros da região central da capital fluminense. A investigação é comandada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP).

O que se sabe sobre a operação desta quarta-feira

A operação integra a Operação Contenção, iniciada em 2025 para desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do CV no Rio de Janeiro. A ação conta com apoio de delegacias especializadas e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), divisão de elite da Polícia Civil.

A investigação começou mirando o tráfico de drogas, mas a mancha criminal em bairros próximos à comunidade, como Santa Teresa, Centro e Grande Tijuca, revelou aumento nos roubos e furtos de veículos, na contramão da tendência de queda desse tipo de crime na cidade.

Como a quadrilha atuava

Segundo a investigação, o grupo aumentou a atuação no roubo de veículos em bairros do entorno para ampliar poder econômico e capacidade de atuação. Os carros furtados ou roubados "abasteciam desmanches clandestinos, o comércio ilegal de peças e eram utilizados em outras ações ilegais, o que alimentava um ciclo de financiamento da organização", afirmou a polícia.

A polícia diz que realizou "amplo trabalho" de inteligência, com análise de imagens, cruzamento de dados e diligências que fundamentaram os pedidos de prisão preventiva, deferidos pela Justiça.

O histórico da Operação Contenção e o impacto para o morador

A primeira fase da Contenção ocorreu no fim de outubro do ano passado, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, e terminou com 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco policiais. A ação é considerada a mais letal da história do país.

Desde então, a operação soma 137 suspeitos mortos, 370 presos e cerca de 480 armas apreendidas, entre elas 190 fuzis. Para quem vive ou transita pela região central do Rio, a redução de roubos de veículos pode impactar diretamente a segurança no dia a dia, mas também levanta preocupações sobre a letalidade das ações policiais. Operação Contenção completa Roubo de carros no Rio de Janeiro

Perguntas Frequentes

Quantas pessoas foram presas na operação desta quarta-feira?

Até as 11h, oito pessoas haviam sido presas, conforme apuração da Agência Brasil. O número pode aumentar ao longo do dia, já que dezenas de mandados estão sendo cumpridos.

O que é a Operação Contenção?

É uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciada em 2025, voltada a desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do Comando Vermelho no estado.

Quem são os alvos da operação?

Os alvos são suspeitos de integrar um braço do CV especializado em roubo de automóveis, moradores da comunidade Fallet-Fogueteiro, na região central do Rio.

O que aconteceu na primeira fase da Operação Contenção?

A primeira fase, em outubro do ano passado, no Complexo do Alemão, terminou com 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco policiais. É considerada a ação mais letal da história do país.

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