# Dívida pública recorde: R$ 9,268 trilhões em junho

> A dívida pública federal brasileira atingiu R$ 9,268 trilhões em junho, marcando um recorde histórico. O aumento decorreu da emissão de títulos e da apropriação de juros, elevando o estoque total. O valor supera o registrado em maio, refletindo a trajetória de crescimento do endividamento do governo central.

*Folha Regional · Cidade · 31 de julho de 2026 · Wellington Frota*

A dívida pública federal alcançou R$ 9,268 trilhões em junho, um novo recorde. A alta foi impulsionada pela emissão de títulos e juros. Veja os detalhes.

## Dívida pública federal bate novo recorde e ultrapassa R$ 9,2 trilhões em junho

A dívida pública federal alcançou R$ 9,268 trilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O estoque avançou 2,61% em relação ao mês anterior. O recorde foi impulsionado principalmente pela emissão de novos títulos públicos e pela incorporação de juros à dívida.

## O que fez a dívida pública subir para R$ 9,268 trilhões?

O aumento do estoque da dívida pública federal ocorreu após a emissão de R$ 143,35 bilhões em novos títulos e da incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros. Com esse movimento, o custo médio da dívida passou de 12,31% para 12,68% ao ano.

### Papel da emissão de títulos e dos juros

A emissão de títulos é uma forma que o governo encontra para financiar suas despesas. Já a incorporação de juros representa o custo que o governo paga aos investidores que compraram esses papéis. Os dois fatores somados explicam a maior parte da alta mensal.

## Cenário internacional influenciou o novo recorde da dívida

Segundo o Tesouro Nacional, a alta também foi influenciada pelo cenário internacional. As expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos e a postura do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, aumentaram a percepção de risco nos mercados financeiros.

Essa percepção de risco maior tende a encarecer o custo de financiamento dos países, o que impacta diretamente o estoque da dívida pública.

## Títulos atrelados à Selic já representam quase metade da dívida

O levantamento mostra ainda que os títulos atrelados à taxa Selic passaram a representar 49,3% de toda a dívida pública federal. Esse percentual indica uma maior procura dos investidores por aplicações vinculadas aos juros básicos da economia.

Quando a Selic está alta, esses títulos se tornam mais atraentes. Isso ajuda a explicar a preferência dos investidores por esse tipo de papel no momento.

## Governo discute mudanças no arcabouço fiscal

Enquanto a dívida cresce, integrantes do governo discutem possíveis alterações no arcabouço fiscal. Entre as propostas em análise estão a redução do limite de crescimento anual das despesas de 2,5% para 1,5% e a criação de novos mecanismos para conter o avanço dos gastos obrigatórios.

A proposta de redução do limite é vista como uma forma de tentar dar mais previsibilidade às contas públicas. Os gastos obrigatórios, como salários e benefícios previdenciários, são os que mais pressionam o orçamento.

## Economia cresceu, mas dívida também avançou

Apesar do crescimento da dívida, a economia brasileira também registrou expansão. O Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 12,7 trilhões em 2025, com crescimento de 2,3% no período.

O dado mostra que o país conseguiu crescer, mas o ritmo de expansão da dívida tem sido mais acelerado do que o da atividade econômica.

## O que o FMI diz sobre o endividamento elevado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem defendido que países com elevado nível de endividamento adotem políticas fiscais capazes de estabilizar as contas públicas. Em relatório recente, o organismo afirmou que manter uma consolidação fiscal crível é essencial para colocar a dívida em trajetória de queda.

Segundo o FMI, essa consolidação também fortalece a confiança dos investidores e preserva a estabilidade macroeconômica.

### O risco do aumento persistente da dívida

O FMI alerta que o aumento persistente da dívida tende a elevar os gastos com juros. Isso reduz o espaço para investimentos públicos e torna mais desafiador o equilíbrio das contas do governo.

Na prática, quanto mais o governo gasta com juros, menos sobra para obras, saúde e educação. Esse é um dos principais riscos apontados pelo organismo para países muito endividados.

## O que esperar da trajetória da dívida pública?

A trajetória da dívida pública federal vai depender de uma combinação de fatores. De um lado, o cenário internacional e as decisões do Fed. De outro, as medidas que o governo adotar para conter os gastos.

As discussões sobre o arcabouço fiscal são um sinal de que o tema está na agenda das autoridades. A redução do limite de crescimento das despesas, se confirmada, pode ajudar a desacelerar o ritmo de crescimento do endividamento.

## Perguntas Frequentes

### Qual é o valor atual da dívida pública federal?

A dívida pública federal alcançou R$ 9,268 trilhões em junho, segundo dados do Tesouro Nacional.

### Por que a dívida pública bateu novo recorde?

A alta foi impulsionada pela emissão de R$ 143,35 bilhões em novos títulos e pela incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros à dívida.

### O que é o arcabouço fiscal?

É o conjunto de regras que limita o crescimento das despesas do governo. Uma das propostas em análise é reduzir o limite de 2,5% para 1,5% ao ano.

### Como o cenário internacional afeta a dívida brasileira?

As expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos e a postura do Federal Reserve aumentam a percepção de risco nos mercados, influenciando o custo da dívida.

### O que o FMI recomenda para países endividados?

O FMI defende políticas fiscais que estabilizem as contas públicas, com consolidação fiscal crível para colocar a dívida em trajetória de queda.

---

Fonte (canonical): https://folharegionalpacaembu.com.br/cidade/tome-imposto-sua-campanha-quebrando-brasil-lula-bate-novo-recorde-dividas-ultrap/
