Pesquisa mostra que brasileiro projeta futuro da Seleção sem Neymar
Pesquisa da IMO Insights mostra que 46% dos brasileiros consideram encerrado o ciclo de Neymar pela Seleção. Para 67%, a saída do atacante abre espaço para renovação. A imagem do jogador sofreu desgaste, com perda de seis pontos como preferido e aumento de três como menos querido
Pesquisa mostra que brasileiro projeta futuro da Seleção sem Neymar
Pesquisa da IMO Insights, realizada semanalmente com homens e mulheres a partir de 18 anos, mostra que 46% dos brasileiros consideram encerrado o ciclo de Neymar pela Seleção. Para 67%, a saída do atacante abre espaço para uma renovação pensando em 2030. A imagem do jogador sofreu desgaste: ele perdeu seis pontos percentuais como jogador preferido e subiu três como menos querido.
Ciclo de Neymar: 46% veem fim, 36% defendem continuidade
A última rodada do estudo Eu Vi o Brasil - O país do futebol?, conduzido pela IMO Insights, identificou que 46% dos entrevistados consideram finalizado o ciclo de Neymar pela Seleção. A percepção, contudo, não chega a ser maioria absoluta (acima de 50%).
Na contramão, 36% acreditam que o atacante de 34 anos merece continuar. Ele terá 38 anos na próxima Copa, idade inferior, por exemplo, à de Lionel Messi na edição deste ano. Outros 18% "não concordam e nem discordam" sobre a permanência.
A pesquisa integra uma plataforma que realiza análises de comportamento, valores e percepções para o mercado desde 2023.
Imagem de Neymar sofre desgaste: perde seis pontos como preferido
Apesar da divisão de opiniões sobre o futuro, a imagem do atacante junto ao torcedor sofreu desgaste sensível. Para 67% dos pesquisados, a saída de Neymar abre espaço para renovação pensando em 2030. Apenas 14% pensam diferente e 18% não têm opinião definida.
Segundo a diretora de Operações da IMO, Simona Karen Miranda, em declaração à Agência Brasil: "Em relação ao levantamento antes do início da Copa, ele [Neymar] perdeu seis pontos percentuais como jogador preferido, aumentou três pontos como jogador de quem os brasileiros menos gostam, inclusive liderando esse indicador com folga, e caiu cinco pontos como jogador que melhor representa o espírito da seleção brasileira".
"Os números sugerem que a discussão em torno de Neymar deixou de ser apenas técnica e passou a refletir um desejo de mudança de ciclo por parte de uma parcela significativa dos brasileiros", completou.
Lesões marcaram último ciclo: apenas 55 minutos em campo
Neymar conviveu com lesões ao longo do último ciclo. Apresentou-se à Seleção para a Copa deste ano ainda no Brasil com lesão grau dois na panturrilha direita. O camisa 10 esteve em campo por apenas 55 minutos no Mundial: 15 na terceira rodada, contra a Escócia, e cerca de 40 na eliminação para a Noruega, quando marcou de pênalti.
O futuro profissional de Neymar é incerto. Neymar da Silva Santos, pai e empresário, divulgou carta aberta após a eliminação pedindo que o filho não pare. O camisa 10 tem contrato até o fim deste ano com o Santos e se reapresentou ao clube na última sexta-feira (17).
Números da passagem pela Seleção: 80 gols em 130 jogos
Caso a passagem pela Seleção tenha acabado, Neymar se despede com 80 gols em 130 jogos considerados oficiais pela Fifa. É o maior artilheiro da Amarelinha, à frente de Pelé (77 gols). Foi campeão da Copa das Confederações de 2013, realizada no Brasil, e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
CBF precisa de mudanças profundas, dizem 86%
Mais do que Neymar, a percepção do público é que o novo ciclo de Copa deve vir acompanhado de transformação na CBF. Nos quatro anos entre os Mundiais de 2022 (Catar) e 2026, a entidade teve trocas polêmicas na presidência e quatro mudanças de treinador: do interino Ramon Menezes a Carlo Ancelotti, passando por Fernando Diniz e Dorival Júnior.
Segundo a pesquisa, 86% dos entrevistados concordam que a CBF precisa de "mudanças profundas para que o Brasil volte a ser uma potência no futebol mundial". Além disso, 72% são favoráveis à perspectiva de que os problemas de gestão contribuíram para a queda precoce da Seleção.
Responsabilização: jogadores lideram, CBF fica em último
Curiosamente, apenas 14% do público avaliou que a confederação foi a principal responsável pela eliminação nas oitavas. O desempenho dos jogadores (30%), as decisões de Ancelotti (20%) e a convocação (19%) foram mais responsabilizados. Apenas 6% consideraram que a Noruega simplesmente foi melhor.
"Nossa pesquisa mostra que grande parte da conexão do brasileiro com o futebol é construída sobre a nostalgia das grandes conquistas do passado", afirmou Simona Karen Miranda. "Embora 70% reconheçam que o Brasil perdeu protagonismo no cenário mundial, ainda prevalece a percepção de que o problema está na forma como esta Seleção jogou esta Copa, e não em uma perda definitiva da capacidade do país de revelar talentos ou voltar a disputar títulos", finalizou.
Novo ciclo começa: 1.419 dias até 2030
Um novo ciclo de Copa do Mundo tem início nesta segunda-feira (20). São 1.419 dias até o próximo Mundial. Após a pior campanha desde 1990, com eliminação nas oitavas de final para a Noruega, o torcedor brasileiro se questiona sobre a jornada rumo a 2030. Entre as várias interrogações, uma diz respeito à continuidade ou não de Neymar com a Amarelinha.
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Perguntas Frequentes
Qual porcentagem de brasileiros quer Neymar fora da Seleção?
46% dos entrevistados pela IMO Insights consideram encerrado o ciclo de Neymar pela Seleção.
Quantos gols Neymar tem pela Seleção?
Neymar tem 80 gols em 130 jogos oficiais pela Fifa, sendo o maior artilheiro da história da Amarelinha.
Qual a idade de Neymar na próxima Copa?
Neymar terá 38 anos na Copa do Mundo de 2030.
Quantos minutos Neymar jogou na última Copa?
Neymar esteve em campo por apenas 55 minutos no Mundial: 15 contra a Escócia e cerca de 40 na eliminação para a Noruega.
Qual a percepção sobre a CBF?
86% dos entrevistados concordam que a CBF precisa de "mudanças profundas" para o Brasil voltar a ser potência no futebol mundial.
Quem foi mais responsabilizado pela eliminação?
O desempenho dos jogadores (30%) lidera, seguido pelas decisões de Ancelotti (20%) e convocação (19%). Apenas 14% apontam a CBF como principal responsável.