# Coalizão do Esporte em Brasília contra corte de R$ 530 mi

> Coalizão do Esporte, composta por COB, ex-atletas e entidades, mobiliza-se em Brasília contra corte orçamentário que pode ultrapassar R$ 530 milhões anuais. A ação busca barrar trecho da PEC da Segurança Pública que ameaça recursos destinados ao esporte nacional. A mobilização ocorre em resposta a proposta que reduziria investimentos federais na área.

*Folha Regional · Eventos · 02 de setembro de 2026 · Wellington Frota*

Coalizão do Esporte se mobiliza em Brasília contra corte que pode ultrapassar R$ 500 milhões anuais. COB, ex-atletas e entidades tentam barrar trecho da PEC da Segurança Pública.

Uma coalizão de representantes de entidades esportivas desembarcou em Brasília nesta semana para tentar impedir um corte que pode chegar a R$ 530 milhões anuais do esporte nacional. Membros do COB, ex-atletas e representantes de entidades estão mobilizados contra o trecho da PEC da Segurança Pública que retira recursos do setor.

Nesta terça-feira, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, se encontrou com senadores para tentar barrar o trecho da chamada PEC da Segurança Pública, que prevê a criação de fundos para atuar na segurança nacional e no sistema penitenciário. Da forma como está no texto aprovado pela Câmara, a PEC prevê um repasse para os fundos de Segurança Pública (FNSP) e Penitenciário (Funpen). Como esse valor é retirado da fatia destinada às áreas sociais, a medida gera um corte proporcional de cerca de 30% nas verbas arrecadadas pelas apostas esportivas de quota fixa. Com isso, recursos que seriam destinados ao Ministério do Esporte, ao COB e ao Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) podem ser reduzidos.

Na tarde desta terça-feira, La Porta se reuniu com senadores de todos os campos políticos para ressaltar o tamanho da perda. A PEC da Segurança foi aprovada na Câmara em março e, neste momento, está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em caso de nova aprovação, o texto segue para apreciação no Plenário do Senado., A preocupação é muito grande, porque parte desse recurso a gente repassa para as confederações, então projetos de várias confederações serão afetados, serão descontinuados. No caso do Comitê Olímpico, eu sempre cito um exemplo muito claro: o impacto para a gente é de R$ 35 a R$ 40 milhões. É exatamente o que custa para a gente os Jogos da Juventude. Então isso é um impacto grande, destaca La Porta.

O presidente do COB explicou que as reuniões desta terça-feira, que seguem ainda nesta quarta-feira em Brasília, têm como objetivo conscientizar os senadores e que, até o momento, as respostas têm sido positivas.

As entidades esportivas e sociais se apoiam em duas alternativas para evitar o corte: a aprovação de uma emenda supressiva, que retira do texto da PEC o artigo responsável por redirecionar as verbas do esporte, da saúde e da educação para a segurança pública; ou a aprovação de uma emenda de alteração, que retira os recursos necessários exclusivamente da margem das casas de apostas, preservando integralmente os repasses às políticas públicas essenciais., Não faz sentido investir em uma segurança pública tirando recurso do esporte, que provê segurança pública, né? Então é isso que a gente tá conseguindo e, assim, 100% dos senadores que nós conversamos apoiam o nosso pleito. Então acho que tá caminhando bem o nosso trabalho aqui. A gente não tá pedindo mais recurso para o esporte, tá pedindo para não tirar o que a gente já tem, aponta La Porta.

A previsão atual é que o projeto seja apreciado nesta quarta-feira na CCJ do Senado. Caso aprovado, a matéria segue para votação no Senado Federal, onde só passaria a vigorar em caso de aprovação sem alterações no texto que teve origem na Câmara. Se houver alteração para evitar o corte, o texto volta para a Câmara, onde passará a valer após nova apreciação e aprovação em Plenário, sem necessidade de sanção presidencial.

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