# Caos institucional e bolsonarismo: análise do cenário

> O bolsonarismo se fortalece com o caos institucional criado artificialmente pela extrema direita, incluindo a crise no STF. A nomeação do ministro André Mendonça, evangélico, é celebrada pelos Bolsonaro como parte desse projeto. O cenário de instabilidade empurra a eleição presidencial para o segundo turno, favorecendo a estratégia do grupo.

*Folha Regional · Eventos · 11 de setembro de 2026 · Wellington Frota*

Sob a égide do 'terrivelmente evangélico' André Mendonça, os Bolsonaro festejam o clima de caos que favorece seu projeto. A crise no STF, criada artificialmente pela extrema direita, alimenta o bolsonarismo e empurra a eleição para o segundo turno.

Sob a égide do 'terrivelmente evangélico' André Mendonça, os Bolsonaro vão festejando o clima de caos que favorece seu projeto no Brasil. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou os quatro anos de seu governo, gestado pela bagunça política e pelo caos institucional instalado a partir de 2016, flertando com um golpe de estado que o mantivesse ad eternum no poder.

O bolsonarismo trabalha para manter essa bolha e criar coesão o tempo todo, segundo a cientista política Carolina Botelho, pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Mackenzie. "Se a gente pensar bem, desde 2018, o bolsonarismo trabalha para manter essa bolha, para criar essa coesão o tempo todo. E eles têm sido muito bem-sucedidos nisso", diz Botelho.

O golpe de estado não deu certo durante o governo Bolsonaro por covardia do próprio Bolsonaro; e não deu certo no 8 de janeiro de 2023 por causa do STF. A crise no STF, criada artificialmente pelos próprios agentes da extrema direita, favorece diretamente o bolsonarismo e cria o clima de golpe esperado como plano B pelo filho ZeroHum de Bolsonaro, hoje candidato em seu lugar. Os bolsonaristas têm vencido esta batalha na opinião pública.

"A leitura é de que Flávio, embora também enlameado pelo caso Master, é quem tem mais condições de capturar o sentimento de indignação contra o STF. A estratégia, como já noticiamos, passa por colar a imagem de Alexandre de Moraes (e de Flávio Dino) à do governo Lula e transformar a crise da corte em mais um capítulo da disputa entre bolsonarismo e petismo", aponta o colunista Diego Amorim, do site PlatôBrasil.

O problema é que a esquerda, o lulismo, o PT e seus agentes morderam a isca do bolsonarismo e deram ao movimento de extrema direita o discurso que ele precisava para contrapor Lula e empurrar a eleição para o segundo turno. Neste aspecto, segundo definiu a jornalista Natuza Nery, da Globonews, a sessão do Supremo, na terça-feira, 15, "será a mais sangrenta da história". E é de sangue que se alimenta o bolsonarismo.

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Fonte (canonical): https://folharegionalpacaembu.com.br/eventos/como-ambiente-caos-institucional-favorece-bolsonarismo8230/
