# Dino pede vista e trava julgamento sobre Moraes e Mendonça

> Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, pediu vista e suspendeu o julgamento que definia se as análises sobre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça seriam separadas. A sessão terminou com 4 votos a 3 pela separação, mas o pedido de vista interrompeu a decisão. O prazo para devolução é de até 90 dias.

*Folha Regional · Eventos · 16 de setembro de 2026 · Wellington Frota*

Sessão do STF terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises sobre Moraes e Mendonça, mas o pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a definição. Prazo é de até 90 dias.

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) terminou sem definição sobre juntar ou separar as análises das condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Master. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento, que tinha placar de 4 votos a 3 pela manutenção da separação.

O pedido de vista é um pedido de mais tempo para análise. O prazo regimental é de até 90 dias corridos. Até que o ministro devolva o processo, a definição fica congelada no ponto em que parou.

O presidente do STF e relator da sessão, Edson Fachin, votou para manter separadas as análises das condutas de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de Mendonça, na condução do relatório do caso Master. Acompanharam Fachin os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Do outro lado, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises fossem conjuntas. Dino havia votado com essa corrente antes de mudar para o pedido de vista.

A discussão começou após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre Moraes e Mendonça. Gilmar também pediu sorteio para definir um novo relator, com base no Regimento Interno da Corte. Fachin se posicionou contra a redistribuição do relatório sobre Moraes, que puxou para o gabinete da Presidência do STF.

Ao votar pela separação, Fachin afirmou: "Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental".

Mendonça seguiu a mesma linha. Para ele, não há as mesmas bases fáticas entre os dois casos. O ministro afirmou que, em relação a ele, o que existe é um suposto relatório de inteligência, que classificou como ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em atividade que chamou de PF paralela. Segundo Mendonça, o próprio documento diz que é sem valor probatório, e as questões fáticas e jurídicas seriam totalmente distintas.

Com o pedido de vista, o caso deve voltar à pauta do STF quando Dino liberar o processo para julgamento. Não há data definida até o momento.

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