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Estado e União se unem para retomar territórios no Rio

ResumoO Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do estado do Rio de Janeiro assinaram dois acordos de cooperação técnica para retomar territórios sob influência de organizações criminosas. A parceria prioriza a proteção de corredores logísticos como Avenida Brasil e Linha Vermelha, visando reduzir domínio territorial do crime organizado.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do estado do Rio assinaram dois acordos de cooperação técnica para retomar territórios sob influência de organizações criminosas e proteger corredores logísticos como Avenida Brasil e Linha Vermelha.

Wellington Frota
Wellington Frota Repórter de segurança · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Estado e União se unem para retomar territórios no Rio

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do estado do Rio de Janeiro assinaram dois acordos de cooperação técnica para fortalecer a presença do Estado em áreas sob influência de organizações criminosas. A parceria prevê a retomada de territórios e a proteção de corredores logísticos, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Os documentos foram assinados nessa quinta-feira (3) pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Segundo Couto, a cooperação inclui compartilhamento de informações, apoio operacional e integração de tecnologias, com foco no enfraquecimento das estruturas financeiras e patrimoniais usadas pelo crime organizado.

"A parceria entre o Estado e a União amplia nossa capacidade de atuação, com mais inteligência, tecnologia e integração, para fortalecer a presença do Poder Público onde a população mais precisa", afirmou o desembargador. A cooperação poderá envolver estruturas especializadas da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal.

O ministro Wellington César Lima e Silva acrescentou que está prevista a integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual. A medida inclui protocolos para isolar lideranças criminosas e interromper a comunicação entre presos e organizações que atuam nos territórios. "Essa é uma cooperação federativa no sentido pleno: o estado define suas prioridades territoriais, e a União coloca à disposição suas capacidades operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial", disse.

O combate às estruturas econômicas das organizações criminosas contará com articulação de instituições como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central e agências reguladoras. O objetivo é identificar, bloquear e recuperar ativos ligados ao crime.

A estratégia também prevê o uso de tecnologias como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. A meta é reduzir roubos de cargas e veículos nos principais corredores logísticos do estado e fortalecer investigações sobre as organizações que atuam nessas regiões.

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