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Flávio e Zema sem vices: prazo acaba em 3 dias; veja chapas

ResumoFlávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) enfrentam prazo de três dias para definir vices nas chapas presidenciais, com convenções partidárias se encerrando em breve. Lula e Alckmin repetem a chapa de 2022, enquanto Caiado e Renan Santos já oficializaram candidatura. A indefinição de Flávio e Zema contrasta com a formalização de outros postulantes.

A três dias do fim do prazo das convenções, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem sem vice definido. Lula e Alckmin repetem chapa; Caiado e Renan Santos já oficializaram. Veja o cenário.

Wellington Frota
Wellington Frota Repórter de segurança · 03 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Flávio e Zema sem vices: prazo acaba em 3 dias; veja chapas

Flávio e Zema seguem sem vices, e prazo acaba em 3 dias; veja chapas

A três dias do fim do período de convenções partidárias, dois dos cinco candidatos à Presidência da República que melhor pontuam nas pesquisas ainda não definiram os vices de suas chapas. O prazo termina em 5 de agosto, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ocorrer até 15 de agosto. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem articulando composições com outras legendas.

Quem já tem chapa definida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai à reeleição novamente ao lado de Geraldo Alckmin (PSB). A chapa foi oficializada nas convenções nacionais de PT e PSB, realizadas em 2 de agosto em São Paulo e em 29 de julho em Brasília, respectivamente.

Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) optaram por chapas "puro-sangue". Caiado terá o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice. Renan Santos (Missão) estará acompanhado de Aroldo Medina.

A estratégia por trás da escolha do vice

A busca pelo candidato a vice envolve duas estratégias centrais: atrair eleitores que não votariam inicialmente no candidato a presidente e conquistar partidos que possam ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. Em 2022, interlocutores do então candidato Lula defenderam que a aliança com Alckmin reforçou o aspecto de "frente ampla" da campanha, atraindo empresários paulistas que poderiam votar em outro candidato.

Flávio Bolsonaro: busca por vice entre mulheres

Pensando em atrair mais votos entre as mulheres, que representam 52,8% do eleitorado, a campanha de Flávio Bolsonaro procura uma vice. Na semana passada, o candidato se reuniu com a líder do PP no Senado Federal, Tereza Cristina (PP-MS), e recebeu sinal positivo para compor a chapa. A parlamentar, ex-ministra da Agricultura, foi barrada pelo partido, que reforçou a posição de neutralidade na eleição nacional.

Nos bastidores, são especulados os nomes de Daniela Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro, e da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP). Em ambos os casos, o cenário é semelhante ao que impediu Tereza Cristina: Republicanos e Podemos devem ficar neutros para preservar alianças estaduais.

Zema deve ter chapa puro-sangue

O Novo confirmou a candidatura de Romeu Zema na última segunda-feira (27), mas segue sem vice. O ex-governador de Minas Gerais elogiou o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, que chegou a se lançar pré-candidato pelo DC, mas as articulações não avançaram. Zema também tentou atrair o Podemos via Geraldo Rufino, que será candidato ao Senado em São Paulo. Segundo fontes do partido, a tendência é que Zema tenha um vice do próprio partido, compondo chapa "puro-sangue".

A repetição da chapa Lula-Alckmin

A dobradinha que elegeu Lula em 2022 se repete. Alckmin, adversário de Lula em 2006 pelo PSDB, migrou para o PSB para derrotar Bolsonaro. No governo, além da vice-presidência, Alckmin chefiou o MDIC, fazendo a interlocução com o empresariado e tendo papel de destaque nas negociações com os EUA em meio ao tarifaço de Donald Trump. Na convenção do PT, Alckmin ironizou a presença de Javier Milei na convenção de Flávio Bolsonaro e criticou os ataques da família Bolsonaro às urnas eletrônicas: "Quem não acredita no voto popular, não devia nem ser candidato a presidente".

PSD e Missão: estratégias opostas

A escolha de Kassab para vice de Caiado passou pela dificuldade em atrair partidos e pela intenção de mergulhar o PSD na campanha presidencial. A chapa é parte de uma estratégia para as eleições ao Congresso, oferecendo um palanque neutro para candidatos que fogem da polarização. Kassab afirmou que a República está "podre" e que os Poderes estão "contaminados".

O Missão, por sua vez, aposta no discurso antissistema com Renan Santos e Aroldo Medina. Medina, militar da reserva e jornalista, disputa eleições desde 2002 sem sucesso, tendo passado por quatro partidos entre 2004 e 2018.

Perguntas Frequentes

Quando acaba o prazo para definir os vices?

O prazo para a definição dos vices termina em 5 de agosto, e o registro no TSE deve ocorrer até 15 de agosto.

Quem são os candidatos que ainda não têm vice?

Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não definiram seus vices.

Qual a chapa de Lula?

Lula (PT) terá Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a chapa de 2022.

Quem é o vice de Ronaldo Caiado?

Gilberto Kassab, presidente do PSD, será o vice de Ronaldo Caiado.

Qual a estratégia do Missão?

O Missão terá chapa "puro-sangue" com Renan Santos e Aroldo Medina, apostando no discurso antissistema.

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