Eventos

Ibama autoriza Petrobras a ampliar atividades na Foz do Amazonas

ResumoO Ibama autorizou a Petrobras a ampliar atividades na Bacia da Foz do Amazonas, liberando a perfuração de três poços no litoral do Amapá. A decisão, assinada pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, condiciona a operação ao cumprimento de regras ambientais rigorosas. A autorização representa avanço na exploração de petróleo na região, com monitoramento obrigatório.

O Ibama autorizou a Petrobras a ampliar as atividades na Bacia da Foz do Amazonas, liberando a perfuração de três poços no litoral do Amapá. Decisão assinada pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, exige cumprimento de regras ambientais rigorosas.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 04 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Ibama autoriza Petrobras a ampliar atividades na Foz do Amazonas

O Ibama autorizou a Petrobras a ampliar as atividades na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A retificação da Licença de Operação do bloco FZA-M-59 foi emitida nesta quinta-feira (4) e permite a perfuração de mais três poços no litoral do Amapá: Manga, PAD Morpho e Crotalus. A decisão foi assinada pelo presidente do instituto, Jair Schmitt.

A medida libera a execução do projeto completo desenhado pela estatal em 2021, quando o Estudo de Impacto Ambiental previa a abertura de até quatro poços na região, sendo um firme e três contingentes. Em outubro de 2025, o Ibama havia concedido a licença apenas para o primeiro poço, chamado Morpho, mantendo a análise dos outros três em suspenso.

O sinal verde veio após a Petrobras enviar as informações complementares cobradas pelos técnicos, somado ao anúncio feito pela companhia em meados de agosto confirmando a descoberta de petróleo na área. As novas perfurações servem para mapear o reservatório, estimar o volume de óleo disponível e avaliar se existe viabilidade econômica para extração no local.

Para seguir com os trabalhos, a Petrobras terá de cumprir uma série de exigências severas impostas pelo Ibama. A estatal tem até 30 dias para apresentar o plano de perfuração atualizado, está proibida de operar plataformas de forma simultânea e não poderá descartar cascalhos no mar no reservatório principal e em áreas mais rasas com presença de petróleo.

O instituto ressalta que a autorização é voltada exclusivamente para a fase de pesquisas. Qualquer eventual exploração comercial no futuro exigirá um novo processo de licenciamento ambiental.

// Leia também

Publicidade