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PGR envia proposta de delação de empresário ligado a 'Dark Horse'

ResumoA Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos. Freixo Júnior é suspeito de intermediar repasses financeiros ao filme 'Dark Horse'. A delação depende de homologação judicial para validar acordos e benefícios ao colaborador.

A PGR enviou ao STF proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos, suspeito de intermediar repasses ao filme 'Dark Horse'. Entenda o caso.

Wellington Frota
Wellington Frota Repórter de segurança · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
PGR envia proposta de delação de empresário ligado a 'Dark Horse'

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", dono da Entre Investimentos e Participações. A empresa teria sido usada como intermediária para repassar valores destinados à produção de "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo investigadores, Freixo Júnior também teria entre suas atribuições a busca de moeda para viabilizar pagamentos em dinheiro vivo.

A proposta foi assinada no mesmo dia da delação de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que também firmou colaboração com a PGR no âmbito das investigações do caso Master. As duas propostas foram enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, e ainda precisam ser homologadas. O magistrado não tem prazo para responder.

Em maio, o g1 publicou que a Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por participarem de fraude do Banco Master. Ainda não há informações sobre quanto desse total foi efetivamente destinado ao financiamento do filme ou à empresa responsável pela produção. O acordo total previa o pagamento de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram pagos pelo dono do Banco Master. Os dados estão nos relatórios de inteligência financeira (RIFs) feitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre empresas ligadas ao Banco Master.

A Entre Investimentos faz parte do grupo Entrepay, liquidado em março deste ano pelo Banco Central. A decisão foi motivada pelo "comprometimento da situação econômico-financeira" da Entrepay, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal. A maior parte dos repasses à Entre, de R$ 139,2 milhões, foi feita pela Sefer Investimentos, alvo da 2ª fase da operação Compliance Zero. Em segundo lugar, com R$ 20 milhões, aparece o fundo Gold Style, administrado pela Reag, que movimentou quase R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela PF como parte do esquema de lavagem de dinheiro do PCC no mercado financeiro.

Nesta semana, a imprensa revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez um adicional de repasse de US$ 1,6 milhão para o filme em setembro de 2025, dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrar parcelas atrasadas. Ele se soma a outros seis repasses, totalizando R$ 61 milhões. Os recursos eram enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas que administrava o dinheiro e fazia os repasses à Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse". O fundo tinha entre seus administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A informação está em um dos inquéritos da PF sobre o caso.

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