Relator do INSS no STF deve avançar sobre caso Weverton
Fontes ligadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do inquérito do INSS no STF, indicam que ele deve avançar sobre a participação do senador Weverton Rocha no esquema. A situação do parlamentar se complicou com novas fases da Operação Sem Desconto.
O inquérito que apura desvios bilionários de aposentados do INSS no STF pode ganhar novos capítulos. Autoridades ligadas ao gabinete do relator, ministro André Mendonça, afirmam que ele deve avançar sobre a participação do senador Weverton Rocha (PDT) no esquema. A avaliação dos investigadores é de que, após expor as relações do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, Mendonça parta para cima de Weverton.
Segundo a Polícia Federal, Weverton Rocha era responsável por "formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais" no esquema investigado pela operação. A descrição consta em documentos da investigação que embasam o inquérito no STF.
O que mudou no cenário de Weverton no STF
A situação de Weverton no STF ficou mais complicada nas últimas semanas. O avanço da Operação Sem Desconto, que investiga o desvio bilionário de aposentados e pensionistas do INSS, passou a alcançar familiares, ex-assessores e pessoas próximas ao parlamentar.
Em dezembro de 2025, Weverton foi alvo de busca e apreensão. Em agosto de 2026, uma nova fase da operação atingiu sua esposa, filha, irmãs e o advogado Willer Tomaz. Embora não tenha sido alvo direto dessa etapa, o senador teve bens bloqueados por determinação do STF.
Operação Sem Desconto: fases e alvos
- Dezembro de 2025: busca e apreensão contra Weverton.
- Agosto de 2026: nova fase atinge familiares e o advogado Willer Tomaz.
- Bloqueio de bens do senador por determinação do STF.
Quem são os investigados próximos a Weverton
A Polícia Federal suspeita que Willer Tomaz tenha atuado como operador financeiro do senador. Uma empresa ligada ao advogado teria comprado uma mansão de R$ 6 milhões utilizada por Weverton. O ex-assessor Gustavo Marques Gaspar também entrou no radar da investigação e chegou a ser preso.
Outro nome próximo, Adroaldo Portal, ex-chefe de gabinete do parlamentar e ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, foi afastado do cargo e colocado em prisão domiciliar.
O papel do Banco Master no cenário
O Banco Master aparece de maneira indireta nesse cenário. Weverton viajou aos Estados Unidos em um jatinho administrado por uma empresa que já teve Daniel Vorcaro, fundador do banco, entre seus sócios. A instituição também passou a ser investigada pela CPMI do INSS por operações de crédito consignado.
Até agora, porém, não existe comprovação de que o senador tenha participado das irregularidades atribuídas ao banco. A ligação entre Weverton e a instituição financeira é um dos pontos que os investigadores buscam esclarecer.
O que diz Weverton Rocha
Weverton nega qualquer envolvimento em crimes, afirma que suas movimentações financeiras são legais e declaradas e diz ser vítima de perseguição política em razão de sua candidatura à reeleição. O senador não foi condenado por esses fatos, e as suspeitas ainda estão sob investigação.
O que esperar dos próximos passos
O desgaste político cresce. Quando uma investigação alcança familiares, bloqueia patrimônio e atinge sucessivos homens de confiança, o discurso de tranquilidade perde força. A grande pergunta agora é até onde as investigações chegarão e o que ainda poderá aparecer nos documentos e equipamentos apreendidos.
Na investigação, fontes afirmam que Mendonça está com "sangue nos olhos" e material de sobra contra Weverton Rocha. A pressão sobre o senador maranhense aumenta a cada novo avanço da Polícia Federal.
Perguntas Frequentes
Weverton Rocha foi condenado no inquérito do INSS?
Não. Weverton não foi condenado por esses fatos, e as suspeitas ainda estão sob investigação no STF.
O que a Polícia Federal diz sobre Weverton?
A PF afirma que Weverton era responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e interferir em decisões patrimoniais no esquema.
Quem é o relator do inquérito do INSS no STF?
O relator é o ministro André Mendonça, que deve avançar sobre o caso Weverton segundo fontes ligadas ao gabinete.
O Banco Master está envolvido no caso?
O banco aparece de maneira indireta, e não há comprovação de participação do senador em irregularidades atribuídas à instituição.