# Vorcaro incrimina governo Lula em depoimento ao STF

> Daniel Vorcaro, banqueiro, incriminou o governo Lula em depoimento ao ministro André Mendonça, do STF. Vorcaro declarou intenção de apresentar em delação informações sobre pessoas ligadas ao governo Lula, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal. A declaração ocorreu durante oitiva oficial no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

*Folha Regional · Eventos · 04 de setembro de 2026 · Tatiana Réis*

Em depoimento ao ministro André Mendonça, do STF, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que pretendia apresentar em delação informações envolvendo pessoas ligadas ao governo Lula, incluindo o diretor-geral da PF.

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que pretendia apresentar em uma eventual delação premiada informações envolvendo pessoas ligadas ao governo Lula. A declaração foi dada na última quinta-feira (27), durante uma oitiva realizada a pedido do próprio banqueiro e sem a participação da Polícia Federal.

Segundo o UOL, que teve acesso à íntegra do depoimento, Vorcaro tentou explicar por que uma proposta de colaboração com a Polícia Federal não teria avançado. Ele afirmou que possuía informações sobre políticos e autoridades e apontou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como uma das pessoas que estariam relacionadas aos fatos que pretendia relatar.

Vorcaro também disse ter sido vítima de intimidações durante o período em que esteve preso. Em um dos transportes realizados pela Polícia Federal, teria sofrido o que classificou como "torturas, de me deixarem em um caixote por seis horas, sem ar, suando". Em outro momento, relatou ter recebido uma ameaça durante um deslocamento de São Paulo para Brasília: "Quando eu abro a porta eu já recebo uma fala: 'Isso que dá. Você querer falar disso do chefe? Vai acontecer isso'".

O banqueiro sustentou que sua tentativa de colaboração não avançou por causa de uma suposta pressão dentro da própria PF. Entre os nomes citados estava Andrei Rodrigues, com quem afirmou ter mantido uma relação cordial antes dos acontecimentos. "Não chegou a amizade, mas uma relação de estar em eventos conjuntos, de estar em eventos de charuto, juiz, de ter uma tratativa cordial, amistosa, de ir com a família em eventos do banco, convites para eventos de Fórmula 1", afirmou.

Vorcaro relacionou sua aproximação com autoridades de Brasília a mudanças regulatórias que, segundo ele, afetaram o funcionamento do Banco Master entre o fim de 2022 e o início de 2023. Ele disse que, diante desse cenário, passou a buscar proximidade com integrantes da política para obter proteção.

Após sua prisão, teria recebido, por meio de antigos advogados, a informação de que uma delação não avançaria. Segundo sua versão, entre os obstáculos estaria a possibilidade de os relatos envolverem Andrei Rodrigues e integrantes do governo Lula. "Entrou o advogado novo, a gente queria construir uma nova colaboração, me sinto desconfortável de propor uma colaboração em que a gente tem um diretor da Polícia Federal, com quem eu tinha... um diretor-geral com quem eu tinha uma relação, que frequentou eventos, que participou de todo esse crescimento do banco", declarou.

Um representante da Procuradoria-Geral da República que participou do depoimento questionou Vorcaro sobre a intenção de incluir os fatos relacionados ao diretor-geral da PF em uma eventual proposta de delação. O banqueiro respondeu que sim e afirmou que os relatos envolveriam pessoas ligadas ao governo atual: "Sim, porque toda a minha colaboração, no que tange a pessoas, são pessoas do núcleo do atual governo, que eu acabei fazendo relação para me proteger dos ataques que eu estava sofrendo".

A declaração ocorre em meio a um cenário de tensão entre o banqueiro e as autoridades. Ainda não há informações sobre os próximos passos do processo. delação premiada investigações no STF

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Fonte (canonical): https://folharegionalpacaembu.com.br/eventos/tao-evidente-vorcaro-incrimina-governo-lula-novo-depoimento/
