# Trump mira frigoríficos nos EUA; JBS pode ser afetada

> A política de Donald Trump para frigoríficos nos EUA, com ordem para pecuaristas processarem próprios alimentos, visa reduzir o poder de grandes empresas. A JBS, Cargill e outras controlam 85% do setor, tornando a JBS potencialmente afetada pela medida. A ação busca aumentar a concorrência e alterar a dinâmica do mercado de processamento de carne.

*Folha Regional · Eventos · 31 de agosto de 2026 · Tatiana Réis*

Trump prepara ordem para pecuaristas processarem próprios alimentos, mirando grandes frigoríficos. JBS, Cargill e outras controlam 85% do setor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que está preparando uma ordem para permitir que pecuaristas e agricultores tenham o direito de processar seus próprios alimentos. A declaração foi feita em sua rede social, sem citar nomes, mas com críticas diretas às grandes processadoras.

Trump disse que quatro empresas fazem produtores americanos terem "uma vida miserável", classificando o setor como um "poderoso monopólio". Ele não informou quando a ordem será anunciada, mas afirmou ter autorizado a elaboração de documentos legais para quebrar essa estrutura.

Segundo a Reuters, quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing. As empresas não responderam a pedidos de comentários enviados pela agência de notícias.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que haverá "grandes anúncios" sobre o processamento de carne bovina a partir de segunda-feira (31), incluindo ampliação da capacidade de venda entre estados, maior apoio a pequenos processadores e cancelamento de "orientações desatualizadas".

A fala de Trump ocorre dias após ele participar do podcast de Glenn Beck, que sugeriu que as regras do Departamento de Agricultura deixam pecuaristas dependentes da indústria. Também acontece em meio ao aumento de preços dos alimentos, meses antes das eleições de meio de mandato em novembro.

Segundo o Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho, 79% acima do início de 2019. A alta está ligada à redução do rebanho, no menor nível em 75 anos, e à suspensão em 2025 da maioria das importações de gado mexicano por preocupações com a bicheira-do-Novo-Mundo. Os EUA ainda precisam importar carne para atender à demanda firme.

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