Allan Garcês alerta: SUS terá protocolo para dependência tecnológica
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em agosto de 2025, proposta que cria protocolo clínico no SUS para tratar dependência tecnológica. O texto, do deputado Allan Garcês (PP), determina diagnóstico pela CID e tratamento multidisciplinar com terapia cognitivo-compo
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em agosto de 2025, uma proposta que cria um protocolo clínico no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da dependência tecnológica. O texto é um substitutivo do relator, deputado federal Allan Garcês (PP), ao Projeto de Lei 2218/15.
A dependência tecnológica causada pelo uso excessivo da internet, redes sociais, videogames e outros dispositivos digitais ganhou um novo marco no Brasil. O protocolo no SUS determina que o diagnóstico siga os critérios da Classificação Internacional de Doenças (CID) e que o tratamento seja realizado por uma equipe multidisciplinar, com foco na terapia cognitivo-comportamental.
Para Allan Garcês, o uso compulsivo das tecnologias já representa um problema de saúde pública. "A sistemática do 'scrolling' interminável estimula um comportamento compulsivo que compromete o sono, favorece a distração e dificulta o desenvolvimento do autocontrole, resultando em problemas como ansiedade, déficit de atenção e alterações no humor", destacou o parlamentar.
O alerta é reforçado por uma pesquisa do Projeto Brief, que apontou que 46% das crianças e adolescentes brasileiros apresentam sinais de ansiedade, irritabilidade ou dificuldade de concentração relacionados ao excesso de tempo em frente às telas.
O que muda com o protocolo no SUS
A aprovação na Comissão de Saúde representa um avanço no reconhecimento da dependência tecnológica como questão de saúde pública. O texto segue agora para análise de outras comissões da Câmara antes de ir ao Plenário.
Critérios de diagnóstico e tratamento
O protocolo estabelece que o diagnóstico deve seguir os critérios da CID, garantindo uniformidade no atendimento. O tratamento será multidisciplinar, envolvendo psicólogos, psiquiatras e outros profissionais, com a terapia cognitivo-comportamental como base.
Impacto para crianças e adolescentes
A pesquisa do Projeto Brief mostra que 46% das crianças e adolescentes brasileiros já sentem efeitos do uso excessivo de telas. O protocolo no SUS pode ampliar o acesso ao tratamento para essa faixa etária.
Perguntas Frequentes
O que é dependência tecnológica?
É o uso compulsivo de internet, redes sociais, videogames e dispositivos digitais que causa prejuízos à saúde mental e ao convívio social.
O protocolo no SUS já está valendo?
A proposta foi aprovada na Comissão de Saúde da Câmara em agosto de 2025. Ainda precisa passar por outras comissões e pelo Plenário antes de virar lei.
Como será o tratamento?
O tratamento será feito por equipe multidisciplinar, com foco em terapia cognitivo-comportamental, e o diagnóstico seguirá os critérios da CID.
Quem é Allan Garcês?
Deputado federal pelo PP, relator do Projeto de Lei 2218/15 na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
O que diz a pesquisa do Projeto Brief?
A pesquisa apontou que 46% das crianças e adolescentes brasileiros apresentam sinais de ansiedade, irritabilidade ou dificuldade de concentração relacionados ao excesso de tempo em frente às telas.