Maranhão sai do último lugar para 11º em transplantes
O Maranhão deixou a última posição no ranking nacional de transplantes e chegou ao 11º lugar. Em 2026, o estado zerou a fila por fígado e agora mira a de córnea, que caiu de mais de 1.000 para cerca de 150 pacientes.
O Maranhão saiu do último lugar e ocupa agora a 11ª posição no ranking nacional de transplantes. O avanço é resultado do Plano de Aceleração de Transplantes, implantado em 2023 pela Central Estadual de Transplantes (CET-MA), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e participação de hospitais públicos e instituições parceiras.
Em 2026, o estado zerou a fila de pacientes que aguardavam por um transplante de fígado. A habilitação do Hospital Dr. Carlos Macieira para transplantes de rim e fígado fez a fila andar rapidamente. O hospital é unidade estadual referência para transplantes de órgãos e tecidos no SUS.
Os números mostram a curva. Em 2022, foram três transplantes de fígado. Em 2024, o total chegou a 17. Em 2025, alcançou 33 procedimentos, conforme dados da Central Estadual de Transplantes. O estado iniciou 2026 com cerca de 12 pessoas na lista de espera por fígado.
O governador Carlos Brandão destacou o resultado em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (10). "Com trabalho conjunto, zeramos a fila de espera por fígado e avançamos para zerar a de córneas. Essa vitória é do SUS e de todos os profissionais envolvidos nessa corrente pela vida", afirmou.
A fila de córnea também recuou. O coordenador da CET-MA, Hiago Bastos, informa que o estado saiu de mais de 1.000 pacientes na espera em 2022 para cerca de 150 agora. A perspectiva é zerar a lista até o fim do ano, o que colocaria o Maranhão entre os poucos estados do Brasil a atingir o feito.
Para a secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho, o avanço reforça o papel da doação. "Zerar a fila de transplante de fígado é uma conquista muito importante para o Maranhão e mostra que estamos ampliando a capacidade da nossa rede", pontuou.
O resultado faz parte do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Mesmo com a estrutura ampliada, a recusa familiar segue como um dos principais desafios para ampliar as doações no estado, segundo o coordenador da CET-MA. A negativa costuma estar ligada ao desconhecimento sobre a política de transplantes e a receios das famílias.
Antes de um fígado ser destinado a um receptor, o potencial doador passa por avaliação da equipe médica. Entre os critérios está a ausência de doenças infectocontagiosas ou transmissíveis que representem risco a quem recebe o órgão, conforme os protocolos de segurança.