Sessão do STF tem bate-boca e impedimentos no primeiro tempo
A sessão do STF que analisa a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes foi suspensa por Edson Fachin após bate-boca entre integrantes da corte. O julgamento será retomado às 15h.
A primeira parte da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes foi marcada por bate-boca entre os integrantes da corte e declaração de impedimentos. O julgamento foi suspenso pelo presidente do STF, Edson Fachin, por causa do horário eleitoral gratuito, e será retomado às 15h.
Esta é a primeira vez que a corte se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus membros. A crise no STF foi desencadeada após André Mendonça, relator do caso Master, tirar o sigilo de conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Antes de suspender a sessão, Fachin sugeriu que, ao retomar os trabalhos, os ministros deliberem sobre a questão de ordem proposta por Flávio Dino. O presidente do STF disse que as seguintes questões serão tratadas: adiar o julgamento de Moraes para o dia 23, junto com André Mendonça; juntar no caso "todos os magistrados que tenham presença em documentos" relacionados ao banco Master; e sortear novo relator.
A sessão foi precedida por uma série de vazamentos de diálogos que envolviam Vorcaro com o entorno de outros três integrantes do STF, os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Nos últimos dias, aliados de Moraes aventavam que ele não era o único a ter familiares ligados ao banqueiro e que novas revelações viriam à tona.
Da tribuna, Nunes Marques afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro, disse que jamais julgou processos relacionados ao Master e que seu filho, citado como beneficiário de R$ 500 mil por mês, "nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco". Apesar disso, o ministro, que acumula a função de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, se declarou impedido.