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Programa CNH do Brasil eleva pedidos de habilitação em 216%

ResumoO Programa CNH do Brasil registrou aumento de 216% nos pedidos de nova habilitação nos primeiros nove meses, com mais de 2 milhões de novos condutores habilitados no período. O crescimento expressivo na procura por habilitação reflete o impacto direto da iniciativa federal sobre os índices de formação de condutores no país.

Nos primeiros nove meses do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados e os requerimentos de nova habilitação cresceram 216% na comparação com 2025.

Wellington Frota
Wellington Frota Repórter de segurança · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Programa CNH do Brasil eleva pedidos de habilitação em 216%

Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados no país. O número de requerimentos de nova habilitação cresceu 216% na comparação com 2025: foram 2,3 milhões de pedidos no ano passado e 7,3 milhões em 2026, conforme dados do Ministério dos Transportes.

O salto acompanha a implantação das novas regras para obtenção da carteira. A plataforma do programa reúne várias etapas da jornada da primeira habilitação em um único ambiente, o que concentra o processo que antes ficava distribuído entre diferentes serviços.

Entre as mulheres, as entradas no processo de habilitação subiram 18%, de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026, acréscimo de pouco mais de 190 mil. A Região Nordeste registrou o maior indicador de processos iniciados, com 54,7%. Em seguida aparece o Norte, com 31,9%.

O que mudou na prática para quem vai tirar a CNH

O programa reduziu as exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. O curso teórico passou a ser oferecido de forma digital e gratuita. A quantidade mínima de aulas práticas caiu de 20 horas para duas horas.

A formação prática também passou a admitir a contratação de instrutores autônomos. Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total. Os centros de formação responderam por 86,8%.

Segundo o Ministério dos Transportes, a economia para os condutores chegou a quase R$ 10 bilhões. O cálculo inclui a redução dos valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados, já que algumas etapas podem ser feitas remotamente.

Para quem está no meio do processo ou pretende iniciar, o efeito direto é a mudança no roteiro de etapas e no custo de cada uma. Vale conferir no ambiente oficial quais fases já podem ser cumpridas a distância antes de contratar serviços presenciais.

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