# Rotina ideal de consultas para cuidar da visão

> O Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda consultas oftalmológicas periódicas conforme a faixa etária e comorbidades, com acompanhamento desde a maternidade. O documento, apresentado em Salvador, orienta a periodicidade ideal para cada grupo, reforçando que o cuidado contínuo da visão deve começar na primeira infância e seguir por toda a vida adulta.

*Folha Regional · Serviços · 11 de setembro de 2026 · Tatiana Réis*

Documento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia apresentado em Salvador orienta a periodicidade das consultas oftalmológicas por faixa etária e comorbidades, e recomenda acompanhamento desde a maternidade.

A periodicidade das consultas oftalmológicas não é a mesma para todo mundo. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a rotina ideal de consultas para cuidar da visão deve considerar a faixa etária e a presença de comorbidades, com o exame capaz de identificar doenças que evoluem silenciosamente.

As recomendações estão em um documento lançado nesta quinta-feira (10) pelo CBO, durante o 70º Congresso da especialidade, realizado em Salvador até sábado (12). Os intervalos indicados servem como parâmetros mínimos para pessoas sem doença ocular diagnosticada e sem fatores de risco.

Quando existe diagnóstico de doença crônica, histórico familiar de doenças oculares ou exposição a circunstâncias específicas, o documento orienta intensificar o acompanhamento. Nesse caso, os intervalos entre as consultas são definidos pelo oftalmologista a partir de avaliação individual. Cabe ao médico decidir se o espaçamento deve ser reduzido.

O acompanhamento deve começar cedo. O CBO defende que ele tenha início ainda na maternidade, com o teste do reflexo vermelho, feito no berçário, que detecta catarata e glaucoma congênitos, opacidades de córnea, tumores intraoculares, inflamações importantes e hemorragias intravítreas.

Nos primeiros anos de vida, entram na rotina a avaliação dos marcos do desenvolvimento visual, da fixação e do alinhamento ocular. Os erros de refração não corrigidos são a principal causa de deficiência visual entre crianças brasileiras, com impacto no rendimento escolar e na socialização. A ambliopia, conhecida como olho preguiçoso, pode ser prevenida pelo exame oftalmológico realizado até os 3 anos.

Dados internacionais apontam que 40% das crianças cegas poderiam ter essa consequência evitada ou tratada com acesso a um oftalmologista no tempo certo. A maior parte das causas de cegueira e deficiência visual é evitável e tratável quando identificada precocemente, segundo o documento.

No Brasil, o CBO estima cerca de 1,5 milhão de pessoas cegas, contingente que tende a crescer com o envelhecimento da população, já que as quatro maiores causas de cegueira no país (catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular) acometem idosos.

O conselho também alerta que consultas, exames e procedimentos oftalmológicos devem ser feitos em consultórios, postos de saúde e hospitais que atendam às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto à estrutura física, equipamentos e condições sanitárias.

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Fonte (canonical): https://folharegionalpacaembu.com.br/servicos/saiba-qual-rotina-ideal-consultas-cuidar-visao/
