Vem Comigo: desafios emocionais na volta às aulas com psicóloga
No Vem Comigo desta segunda-feira (27), a psicóloga Evelyn Lindholm orienta pais sobre os desafios emocionais na volta às aulas. A especialista dá dicas para famílias ajudarem na adaptação e identificarem sinais de dificuldade.
A volta às aulas é um período de transição que mexe com as emoções de crianças e adolescentes. Ansiedade, medo e resistência à nova rotina são comuns, mas exigem atenção dos pais. No Vem Comigo desta segunda-feira (27), a psicóloga Evelyn Lindholm explica os desafios emocionais desse momento e como as famílias podem ajudar.
Resposta direta: A volta às aulas pode gerar ansiedade e dificuldades de adaptação em crianças e adolescentes. A psicóloga Evelyn Lindholm orienta as famílias a identificarem sinais de estresse e a criarem uma rotina de transição para tornar o retorno à escola mais tranquilo.
Ansiedade na volta às aulas: o que muda
Para muitas crianças e adolescentes, o retorno ao ambiente escolar representa uma ruptura com a rotina das férias. A psicóloga Evelyn Lindholm explica que esse período de transição pode despertar sentimentos de insegurança, especialmente em quem enfrenta mudanças de turma, escola ou turno.
A especialista orienta os pais a observarem mudanças de comportamento nos primeiros dias de aula. Irritabilidade, choro frequente, queixas de dor de cabeça ou barriga e dificuldade para dormir podem ser sinais de que a adaptação não está sendo fácil.
Como as famílias podem ajudar na adaptação
Evelyn Lindholm sugere que os pais conversem abertamente com os filhos sobre o que esperar da volta às aulas. Criar uma rotina gradual nos dias anteriores ao início das aulas, com horários para acordar, comer e dormir, ajuda o corpo e a mente a se prepararem.
Outra dica da especialista é validar os sentimentos da criança ou adolescente. Dizer que é normal sentir nervosismo ou medo reduz a pressão e abre espaço para o diálogo. A psicóloga também recomenda que os pais evitem comparações com irmãos ou colegas.
Sinais que merecem atenção
A especialista alerta que alguns sinais exigem acompanhamento profissional. Quando a ansiedade persiste por mais de duas semanas, interfere no sono ou na alimentação, ou impede a criança de frequentar a escola, pode ser necessário buscar ajuda de um psicólogo ou pediatra.
Crianças que já tiveram experiências negativas na escola, como bullying ou dificuldades de aprendizado, podem precisar de suporte extra. A psicóloga Evelyn Lindholm reforça que cada criança tem seu próprio ritmo de adaptação.
Dicas práticas para um retorno mais tranquilo
- Retome a rotina de sono e alimentação alguns dias antes das aulas
- Converse sobre os aspectos positivos da escola: reencontrar amigos, aprender coisas novas
- Evite cobranças excessivas nos primeiros dias
- Esteja presente na hora da saída e mostre interesse pelo dia do filho
- Observe sinais de estresse e ofereça acolhimento
O papel da escola e da comunidade
A psicóloga destaca que a escola também tem um papel na adaptação emocional. Professores e coordenadores podem criar atividades de acolhimento nos primeiros dias, como rodas de conversa e dinâmicas de integração.
Em São Luís e no Maranhão, o programa Vem Comigo, exibido de segunda a sexta às 11h30 na TV Cidade | RECORD, com apresentação de Ailton Nunes, aborda temas como este para ajudar famílias maranhenses a enfrentarem desafios do dia a dia.
Perguntas Frequentes
Como saber se meu filho está com ansiedade na volta às aulas?
Observe mudanças de comportamento como irritabilidade, choro, queixas físicas (dor de cabeça ou barriga) e dificuldade para dormir. Se os sintomas persistirem, procure um profissional.
Quanto tempo dura a adaptação escolar?
Não há um prazo fixo. A psicóloga Evelyn Lindholm explica que cada criança tem seu ritmo, mas a maioria se adapta nas primeiras duas semanas.
O que fazer se a criança não quer ir à escola?
Converse para entender o motivo, valide os sentimentos e, se necessário, converse com a escola. Evite forçar sem acolhimento.
Quando procurar ajuda profissional?
Quando a ansiedade interfere no sono, na alimentação ou na frequência escolar por mais de duas semanas, é recomendável buscar um psicólogo ou pediatra.
A escola pode ajudar na adaptação emocional?
Sim. A psicóloga Evelyn Lindholm destaca que atividades de acolhimento, como rodas de conversa e dinâmicas, ajudam os alunos a se sentirem seguros.
ansiedade infantil na escola dicas para volta às aulas saúde mental na infância
