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Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho

ResumoO dólar comercial encerrou julho com estabilidade diária, mas acumulou queda de 1,82% no mês. O Ibovespa registrou alta de 3,47% no mesmo período. A moeda norte-americana refletiu fluxo misto, enquanto o índice acionário brasileiro foi impulsionado por setores como commodities e bancos. O cenário fiscal doméstico e a política monetária dos EUA permanecem como fatores de atenção para agosto.

Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho. Ibovespa sobe 3,47% no mês. Veja os números e o que esperar.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 03 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho

Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho

O dólar fechou a sexta-feira (31) cotado a R$ 5,069, alta de 0,13% no dia, mas acumulou queda de 1,82% em julho. No ano, a divisa recua 7,73%. O Ibovespa subiu 0,47%, aos 177.999 pontos, com ganho de 3,47% no mês.

Dólar em julho: queda acumulada e os fatores que explicam

Apesar da alta desta sexta-feira, o dólar caiu 1,82% no mês. Este ano, a divisa recua 7,73%. Entre os fatores que favoreceram o real ao longo do mês estão a valorização do petróleo, porque o Brasil é exportador do produto, o fluxo de investimento estrangeiro para o país e os juros brasileiros altos, que continuam atraindo investidores para operações conhecidas como carry trade.

Ibovespa sobe 3,47% em julho e interrompe sequência de perdas

Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos. O indicador atingiu o maior fechamento desde 14 de maio. Mesmo com o problema operacional na B3 durante a manhã, o mercado recuperou o ritmo ao longo da tarde e fechou no campo positivo. O ganho de 3,47% em julho interrompeu quatro meses consecutivos de perdas.

Petróleo dispara em julho: Brent sobe 23,5% e WTI avança 21,8%

O petróleo voltou a subir nesta sexta-feira e encerrou julho com a maior valorização mensal desde março. O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 87,93, alta de 1,21%. O WTI, do Texas, avançou 1,29%, para US$ 84,67. No acumulado do mês, os ganhos foram expressivos. O Brent subiu 23,5%, e o WTI avançou 21,8%. A alta foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Tensões no Oriente Médio e Fed sustentam dólar

O movimento do dólar acompanhou a valorização da moeda estadunidense no mercado internacional, num ambiente de maior aversão ao risco. Os investidores voltaram a buscar ativos considerados mais seguros diante da piora das tensões no Oriente Médio, depois de novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã e da continuidade dos impasses envolvendo a Faixa de Gaza. Outro fator que deu sustentação ao dólar foi a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, após dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) defenderem o voto favorável a uma elevação dos juros na reunião realizada nesta semana.

Ptax e problema técnico na B3 marcam o pregão

O dólar à vista encerrou esta sexta-feira vendido a R$ 5,069, alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. O movimento ocorreu após o fim da disputa pela formação da Ptax, taxa de fim de mês usada para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais. O pregão também foi marcado por um atraso de mais de 2 horas na abertura dos mercados da B3 devido a um problema técnico. O problema, no entanto, não teve impacto relevante na trajetória dos ativos ao longo da sessão. Segundo a bolsa, a ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético.

Como isso afeta você

A queda do dólar em julho pode ter efeitos diretos no bolso do consumidor. Com a moeda americana mais barata, produtos importados, como eletrônicos e itens de vestuário, tendem a ficar mais acessíveis. Além disso, a valorização do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis, o que impacta o custo do transporte e, consequentemente, a inflação. Para quem tem dívidas em dólar ou planeja viajar para o exterior, a cotação mais baixa é um alívio. No entanto, a alta dos juros nos Estados Unidos pode reverter esse cenário, atraindo investidores para a renda fixa americana e pressionando o câmbio.

Perguntas Frequentes

O dólar fechou em alta ou queda nesta sexta-feira?

O dólar fechou em alta de 0,13% nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,069, mas acumulou queda de 1,82% em julho.

Qual foi o desempenho do Ibovespa em julho?

O Ibovespa subiu 0,47% na sexta-feira, aos 177.999 pontos, e acumulou ganho de 3,47% no mês, interrompendo quatro meses de perdas.

Por que o petróleo subiu tanto em julho?

O petróleo subiu mais de 20% em julho, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e por possíveis restrições às operações de transporte na região.

O que é a Ptax e por que ela importa?

A Ptax é a taxa de câmbio de fim de mês calculada pelo Banco Central, usada para corrigir contratos futuros, dívida pública atrelada ao dólar e reservas internacionais.

Houve ataque cibernético na B3?

A B3 informou que o atraso na abertura dos mercados foi causado por um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético.

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