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Ex-vice do Sampaio Corrêa cobra R$ 613 mil; Justiça nega sigilo

ResumoPerez Silva da Paz, ex-vice-presidente e ex-diretor jurídico do Sampaio Corrêa, cobra R$ 613.255,52 do clube na Justiça do Trabalho. A Justiça negou sigilo processual e tutela de urgência; audiência de conciliação terminou sem acordo. O caso segue em trâmite judicial.

Ex-vice-presidente e ex-diretor jurídico do Sampaio Corrêa, Perez Silva da Paz, cobra R$ 613.255,52 do clube na Justiça do Trabalho. Justiça negou sigilo e tutela de urgência. Audiência de conciliação terminou sem acordo.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 03 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Ex-vice do Sampaio Corrêa cobra R$ 613 mil; Justiça nega sigilo

Justiça do Trabalho: ex-vice-presidente do Sampaio Corrêa cobra R$ 613 mil

O ex-vice-presidente e ex-diretor jurídico do Sampaio Corrêa, Perez Silva da Paz, acionou a Justiça do Trabalho para cobrar R$ 613.255,52 do clube. A ação, ajuizada em junho, pede o reconhecimento de vínculo empregatício desde 2017, a rescisão indireta do contrato e o pagamento de diferentes verbas trabalhistas.

Perez também pediu que o processo tramitasse sob segredo de justiça. O pedido foi negado pela juíza do Trabalho substituta Gabrielle Amado Boumann. A magistrada ainda indeferiu uma tutela de urgência que liberaria imediatamente o FGTS e as guias do seguro-desemprego. As duas decisões são preliminares e não representam julgamento definitivo das cobranças.

Audiência de conciliação termina sem acordo

A audiência de conciliação entre o Sampaio Corrêa e o ex-dirigente, realizada nessa terça-feira (28), terminou sem acordo. O resultado, segundo a defesa tricolor, já era esperado. Com o encerramento dessa etapa, foi aberto prazo para Perez se manifestar sobre a contestação e os documentos apresentados pelo clube. A audiência de instrução, quando poderão ser produzidas novas provas e ouvidas testemunhas, ainda será marcada pela Justiça do Trabalho.

O que Perez Silva da Paz pede na ação

Advogando em causa própria, Perez pede o reconhecimento de vínculo empregatício desde junho de 2017, a rescisão indireta do contrato e o pagamento de salários, férias, décimos terceiros, FGTS, aviso-prévio e outras verbas. O ex-dirigente afirma que começou a trabalhar como advogado do Sampaio com remuneração de R$ 3 mil e passou a receber R$ 15 mil em 2022. Sustenta que sua carteira foi assinada apenas naquele ano, com salário formal de R$ 6 mil, abaixo do valor que alega ter recebido.

A posição do Sampaio Corrêa

O presidente do Sampaio, Sergio Frota, considera a ação injustificável. Ele afirma que os integrantes da diretoria não mantêm relação de emprego com o clube.

"Nenhum diretor do Sampaio tem carteira assinada, nunca teve. O que existe é uma verba de representatividade, e nada com vínculo empregatício. E, a propósito, quem se diz boliviano de verdade não entraria com uma ação trabalhista de R$ 600 mil, com o único intuito de sangrar os cofres do clube. Isso diz muito sobre os interesses dele", declarou.

O rompimento entre o clube e o ex-dirigente

O processo trabalhista ocorre em meio ao rompimento entre o Sampaio e Perez Paz. Ele foi expulso do quadro social do clube após Assembleia Extraordinária, que, conforme o estatuto boliviano, considerou temerários para a imagem do clube os movimentos de ataque do ex-dirigente nas redes sociais. A decisão foi referendada pelo desembargador Paulo Velten, do TJMA, que manteve os efeitos da deliberação tomada pelo Conselho Deliberativo. Essa disputa é distinta da reclamação trabalhista que cobra valores da instituição.

O que esperar dos próximos passos

O caso segue na Justiça do Trabalho. Ainda não há data para a audiência de instrução. Nela, poderão ser produzidas novas provas e ouvidas testemunhas. O desfecho dependerá da análise das provas apresentadas por ambas as partes. Para o torcedor e para quem acompanha a gestão do clube, o caso acende um alerta sobre a relação entre dirigentes e a instituição, e sobre os riscos financeiros de disputas dessa natureza.

Perguntas Frequentes

Quanto o ex-vice-presidente do Sampaio Corrêa está cobrando?

Perez Silva da Paz cobra R$ 613.255,52 do clube na Justiça do Trabalho.

O que a Justiça decidiu até agora?

A juíza Gabrielle Amado Boumann negou o pedido de segredo de justiça e a tutela de urgência para liberação do FGTS e seguro-desemprego. As decisões são preliminares.

A audiência de conciliação terminou em acordo?

Não. A audiência realizada nessa terça-feira (28) terminou sem acordo entre as partes.

Qual é a defesa do Sampaio Corrêa?

O presidente Sergio Frota afirma que os diretores não têm vínculo empregatício com o clube, apenas verba de representatividade.

Quando será a audiência de instrução?

Ainda não há data marcada. A Justiça do Trabalho vai definir a data para produção de provas e oitiva de testemunhas.

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