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Fachin retira Moraes do inquérito das fake news

ResumoO inquérito das fake news, aberto em 2019 no Supremo Tribunal Federal, teve Alexandre de Moraes removido da relatoria por decisão do presidente Edson Fachin. A investigação prossegue sem relator definido, e os atos processuais anteriores de Moraes permanecem válidos. A medida altera a condução do caso, mas não anula decisões já tomadas.

O presidente do STF, Edson Fachin, retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, aberto em 2019. Investigação segue, mas com novo relator a definir. Decisões anteriores de Moraes não foram anuladas.

Wellington Frota
Wellington Frota Repórter de segurança · 09 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Fachin retira Moraes do inquérito das fake news

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, instaurado em 2019. A investigação segue em vigor, mas passará a ser conduzida por outro relator, ainda não definido.

A medida é administrativa e não anula as decisões tomadas por Moraes até então. Pela portaria assinada por Fachin, inquéritos, petições e outros procedimentos de investigação preliminar em andamento, distribuídos a Moraes por prevenção ao inquérito das fake news, devem ser devolvidos à Presidência do Supremo no estado em que se encontram.

A mudança ocorre em meio a uma crise interna no STF, marcada pelo confronto entre Moraes e o ministro André Mendonça e por decisões conflitantes envolvendo a direção da Polícia Federal.

O inquérito 4.781 foi aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. A investigação foi instaurada de ofício, por iniciativa da própria Corte, sem sorteio para definir o relator. Moraes foi escolhido por Toffoli para conduzir o caso.

Inicialmente, o objetivo era investigar a divulgação de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros crimes contra ministros do Supremo e seus familiares. O escopo foi ampliado para incluir esquemas de financiamento e divulgação em massa de informações falsas nas redes sociais, com o objetivo de atacar a independência do Judiciário e o Estado Democrático de Direito.

A decisão de Fachin, portanto, não encerra a investigação, mas altera sua condução em um momento de tensão na Corte. Resta aguardar a definição do novo relator e os desdobramentos processuais.

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