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Interlocutores da PF rebatem Vorcaro e citam delação com PGR

ResumoDaniel Vorcaro, investigado no caso Master, recebeu resposta de interlocutores da Polícia Federal após depoimento. A PF lembrou que Vorcaro poderia firmar acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, seguindo o precedente de outros envolvidos no esquema. A declaração reforça a expectativa de colaboração no âmbito das investigações.

Após depoimento de Daniel Vorcaro, interlocutores da PF rebatem e lembram que ele poderia fechar acordo de delação com a PGR, como outros envolvidos no caso Master fizeram.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Interlocutores da PF rebatem Vorcaro e citam delação com PGR

Após a divulgação do depoimento de Daniel Vorcaro, na semana passada, em que disse a um juiz auxiliar de André Mendonça não confiar na Polícia Federal, interlocutores do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, rebateram o banqueiro e lembraram que ele tinha um caminho para fechar seu acordo de delação.

Segundo esses interlocutores, o dono do Master poderia descartar a PF e fechar um acordo de colaboração premiada diretamente com a Procuradoria-Geral da República. Nos últimos dias, a PGR fechou dois acordos de delação premiada de pessoas envolvidas no escândalo do caso Master. Na avaliação deles, bastava que Daniel Vorcaro fizesse o mesmo.

No depoimento ao juiz de André Mendonça, o banqueiro elogia a PGR e diz não confiar na PF, que estaria trabalhando, segundo ele, para inviabilizar um acordo de delação. A PF, por sua vez, lembra que as duas propostas de colaboração premiada apresentadas pelos advogados de Daniel Vorcaro foram recusadas não só pelo órgão, mas também pela PGR, diante da ausência de fatos novos relevantes que justificassem um acordo para beneficiar o banqueiro.

A PGR divulgou nesta quarta-feira (2) parecer defendendo o arquivamento do pedido de Vorcaro, que solicitou o depoimento alegando estar sofrendo ameaças e intimidações por parte da equipe do diretor-geral da PF. No depoimento, porém, o ex-banqueiro não apresenta nenhuma prova das suas acusações, diz que, em uma delação, entregaria pessoas do atual governo, incluindo o diretor da PF, mas não trata das fraudes bancárias nem de suas relações com políticos e ministros do STF.

O depoimento de Daniel Vorcaro ocorreu no mesmo dia em que havia uma oitiva agendada pela PF para o dono do Master depor nas investigações sobre o uso de influencers para atacar o Banco Central. O depoimento para a PF acabou não acontecendo naquela quinta-feira (27), sendo transferido para o dia seguinte, uma sexta-feira (28). O que ocorreu na quinta foi o depoimento de Vorcaro para o juiz auxiliar de André Mendonça.

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