Moraes no STF: manifestação a Fachin e a defesa sob análise
Alexandre de Moraes enviou manifestação a Edson Fachin sobre o relatório da PF que o identificou como receptor de mensagens de Daniel Vorcaro. O ministro do STF ataca André Mendonça, refuta provas e cita suposta interferência externa nas eleições de 2026.
Alexandre de Moraes enviou a Edson Fachin uma manifestação para se posicionar sobre o relatório da Polícia Federal que o identificou como receptor de mensagens de Daniel Vorcaro. O documento, segundo a fonte original, não apresenta defesa sobre o conteúdo das mensagens: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) limita-se a desqualificar o procedimento de análise, refutar as provas e atacar André Mendonça.
A resposta direta ao caso cabe em poucas linhas. Moraes não nega os fatos com um argumento central; contesta o método. E, ao encaminhar o relatório ao presidente do tribunal, Mendonça não fez as ilações que Moraes atribui a ele. A investigação, conforme a fonte, ainda não começou formalmente.
O que diz a manifestação de Moraes a Fachin
A manifestação é descrita como mais uma tentativa de tumultuar o processo, movimento que, segundo a fonte, Moraes vem fazendo há dias com o auxílio de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Na defesa pelo ataque, Moraes volta a citar o relatório apócrifo da PF que usou para pedir investigação de Mendonça. No texto, fala em "auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026", ao se referir ao relatório da PF que o apontou como interlocutor de Vorcaro.
O ministro também coloca o colega de STF no contexto do julgamento da trama golpista, ao dizer que ele tenta "incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito".
O celular que ninguém sabe se existe
A defesa de Moraes se concentra na negativa de que recebeu mensagens de Vorcaro. Bastaria, portanto, que ele entregasse seu aparelho de celular para provar que não houve conversa.
O aparelho, porém, nunca foi apreendido, e há meses se desconfia dessas mensagens. Ninguém sabe sequer se ele ainda existe.
O ponto sensível para Moraes está em outras mensagens, trocadas por outros investigados, segundo as quais Vorcaro só contratou o escritório de advocacia da mulher do ministro porque queria acesso a um ministro do STF.
A cadeira que segue ocupada
Depois de tudo o que foi revelado, o ministro acredita ter condição de continuar sentado em uma cadeira do STF. Se a maioria de seus pares concordar com isso, a ponto de nem sequer abrir uma investigação, o tribunal também terá perdido o sentido, conforme a avaliação publicada na fonte original.