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Fila de espera por perícia do INSS zerada em agosto

ResumoO INSS zerou a fila de espera por perícia médica em agosto de 2025. O ministro Wolney Queiroz anunciou o marco no Planalto, confirmando a conclusão de todos os requerimentos pendentes. A medida elimina atrasos históricos e exige manutenção do ritmo de atendimento para evitar novo acúmulo de casos.

Fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. Ministro Wolney Queiroz anunciou o marco no Planalto. Entenda os números e os próximos passos.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 04 de setembro de 2026 · 5 min de leitura
Fila de espera por perícia do INSS zerada em agosto

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A marca representa um ponto de inflexão no atendimento do instituto: pela primeira vez, o número de novos pedidos superou o total de pessoas aguardando perícia. Na prática, deixou de existir uma fila de espera e passou a existir um fluxo de atendimento contínuo.

Segundo o Ministério da Previdência, a fila vinha caindo gradualmente desde fevereiro. Naquele mês, 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos. Em julho, o número de pessoas na fila chegou a 1,547 milhão. Em agosto, os novos pedidos superaram esse total, o que levou o ministério a declarar a fila zerada. O INSS recebe hoje cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a 43 mil por dia, segundo Queiroz.

O que significa fila zerada

A expressão "fila zerada" não indica que não há pedidos em análise, mas que o volume de novos requerimentos superou o estoque de pessoas aguardando. O ministro comparou a situação a uma loja com 12 vendedores e 8 clientes: há folga no atendimento, mesmo com alta demanda. "Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento", explicou.

Os motivos da redução

O Ministério da Previdência atribuiu a queda a três frentes principais. A primeira é a nomeação de novos servidores por concurso público. A segunda é a ampliação da telemedicina, que hoje opera em 865 agências. A terceira é a adoção da perícia médica documental, que dispensa a ida do segurado a uma agência: basta enviar a documentação comprobatória. Além disso, o ministério citou mutirões em fins de semana e o pagamento de bônus para servidores que concluem tarefas acima das metas.

O ministro afirmou que o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos adicionais somente em 2026. "Esse plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por, somente em 2026, 2 milhões de atendimentos a mais", disse.

Tempo de espera caiu, mas ainda há exceções

O prazo legal para decisão sobre a perícia é de 45 dias. O INSS atingiu um tempo médio de 34 dias, dentro do limite legal. No entanto, o ministro e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, reconheceram que ainda há 224 mil pessoas aguardando por um prazo superior a 45 dias. Esses casos são específicos e envolvem pedidos especiais, como benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias.

O presidente Lula disse que o objetivo é "humanizar a fila", garantindo que cada pessoa tenha o tempo correto para dar entrada, esperar e receber seu benefício. "O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício", afirmou.

O que muda para quem precisa de perícia

Para o segurado, a principal mudança é a possibilidade de resolver o pedido sem sair de casa, quando o caso permite a perícia documental. Nessa modalidade, não há necessidade de comparecimento a uma agência, apenas o envio de documentos que comprovem a condição. Para quem precisa de atendimento presencial, os mutirões de fim de semana ampliaram a oferta de vagas.

A redução da fila também impacta quem depende do benefício para sustento. Com o tempo médio de 34 dias, a espera por uma resposta caiu 11 dias em relação ao limite legal. Ainda assim, o grupo de 224 mil pessoas fora do prazo segue como ponto de atenção, especialmente para BPC e aposentadorias, que exigem análise mais detalhada.

Próximos desafios

O volume de novos pedidos, de 1,3 milhão por mês, segue alto. Manter a fila zerada dependerá da continuidade das medidas: concursos, telemedicina, perícia documental e bônus por produtividade. O ministro destacou a escala do desafio: "É com esse gigante que lidamos". A pasta não informou se novas nomeações estão previstas para os próximos meses, mas a tendência é de que o fluxo continue acima do estoque, como ocorreu em agosto.

Análise

A marca de agosto representa uma mudança estrutural no atendimento do INSS, que historicamente conviveu com filas de milhões. A combinação de tecnologia, como a telemedicina, e gestão de força de trabalho, com bônus e mutirões, reduziu a espera sem comprometer a qualidade da análise. O desafio agora é sustentar o ritmo diante de um volume mensal de 1,3 milhão de pedidos.

Perguntas Frequentes

A fila do INSS foi zerada de verdade?

Sim, segundo o ministro Wolney Queiroz. Em agosto, o número de novos pedidos superou o total de pessoas aguardando perícia, o que caracteriza o fim da fila. Ainda há 224 mil casos com prazo superior a 45 dias, mas são considerados exceções.

O que é perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir a uma agência. Basta enviar a documentação comprobatória para análise. O INSS adotou essa prática para acelerar a resposta.

Quanto tempo leva para sair a perícia hoje?

O tempo médio é de 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias. Casos específicos, como BPC e aposentadorias, podem demorar mais.

Quem são os 224 mil que ainda esperam?

São pessoas com pedidos de benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias que aguardam há mais de 45 dias. O ministério afirma que são casos específicos e pedidos especiais.

A fila pode voltar a crescer?

Sim, se o volume de novos pedidos superar a capacidade de atendimento. Por isso, o ministério mantém medidas como mutirões, telemedicina e bônus para servidores.

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