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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões; greve é iminente

ResumoRodoviários do Rio de Janeiro não chegaram a acordo com patrões após nova rodada de negociação mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A categoria reivindica reajuste salarial e manutenção de benefícios. Sem avanço nas tratativas, greve é iminente e pode parar a cidade.

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após nova rodada de negociação mediada pelo TRT. Categoria reivindica reajuste salarial e manutenção de benefícios. Sem avanço, greve pode parar a cidade.

Wellington Frota
Wellington Frota Repórter de segurança · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões; greve é iminente

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões; greve ameaça transporte

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após assembleia realizada na quarta-feira (15) e mediação frustrada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região. A categoria reivindica reajuste salarial de 12% e manutenção do vale-refeição integral. As empresas oferecem 5% de aumento e propõem redução no vale. Sem consenso, a paralisação de 24 horas está prevista para a próxima segunda-feira (20).

Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, a assembleia contou com a presença de mais de 3 mil trabalhadores, que aprovaram o indicativo de greve por unanimidade. O sindicato patronal, o Rio Ônibus, afirma que a proposta de 5% é o limite financeiro do setor, que enfrenta queda de passageiros desde a pandemia.

Mediação no TRT não avança

A mediação conduzida pelo desembargador José Carlos de Oliveira, do TRT-RJ, durou cerca de quatro horas e terminou sem acordo. As partes não cederam em pontos centrais: reajuste, vale-refeição e plano de saúde.

O sindicato dos trabalhadores alega que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA (IBGE, IPCA mensal, mai/2026), supera os 5% oferecidos. Já o Rio Ônibus argumenta que a receita do sistema caiu 18% em relação a 2019 (dados do próprio sindicato patronal, sem fonte oficial).

Reivindicações detalhadas

A pauta de reivindicações dos rodoviários inclui:

  • Reajuste salarial de 12% sobre o piso atual de R$ 2.500 (valor informado pelo sindicato, sem comprovação oficial)
  • Manutenção do vale-refeição em R$ 30 por dia
  • Plano de saúde integral para todos os trabalhadores
  • Pagamento de horas extras a 100%
  • Fim das terceirizações nas linhas municipais

As empresas, representadas pelo Rio Ônibus, oferecem:

  • Reajuste de 5%
  • Vale-refeição reduzido para R$ 20 por dia
  • Plano de saúde com coparticipação de 30%
  • Horas extras a 75%

Impacto para a população

Caso a greve se confirme, a cidade do Rio de Janeiro pode ficar sem transporte público municipal por 24 horas. A estimativa da Prefeitura do Rio é que 3,5 milhões de passageiros usam ônibus diariamente (dados da Secretaria Municipal de Transportes, sem fonte oficial).

A justiça do trabalho pode determinar a manutenção de frota mínima de 70% nos horários de pico, como ocorreu em greves anteriores. O TRT-RJ já sinalizou que julgará a legalidade da paralisação na sexta-feira (17).

Próximos passos

A assembleia dos rodoviários marcou nova rodada de negociação para esta sexta (17), às 10h, na sede do TRT-RJ. Se não houver acordo, a greve será deflagrada na segunda (20), a partir das 5h.

O Sindicato dos Rodoviários informou que vai solicitar a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) caso a negociação direta não avance. O Rio Ônibus, por sua vez, estuda pedir a ilegalidade da greve na justiça.

greve de ônibus no Rio em 2025

Recomendações para passageiros

Enquanto a situação não se resolve, a orientação da Prefeitura do Rio é:

  • Buscar alternativas como metrô, trem, BRT e vans
  • Antecipar deslocamentos em horários de pico
  • Acompanhar comunicados oficiais da Secretaria Municipal de Transportes

Perguntas Frequentes

Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões?

O principal impasse é o reajuste salarial: os trabalhadores pedem 12% e as empresas oferecem 5%. Também há divergência sobre vale-refeição e plano de saúde.

Quando a greve pode acontecer?

A paralisação de 24 horas está prevista para a próxima segunda-feira (20), se não houver acordo até sexta (17).

A justiça pode impedir a greve?

Sim. O TRT-RJ pode julgar a greve ilegal e determinar multa ao sindicato, além de exigir frota mínima.

Quais linhas serão afetadas?

Todas as linhas municipais de ônibus do Rio podem ser paralisadas. Linhas intermunicipais e estaduais não são afetadas.

O que fazer se a greve acontecer?

Utilizar metrô, trem, BRT, vans ou transporte por aplicativo. A prefeitura pode reforçar a frota de BRT.

Quem media a negociação?

O TRT da 1ª Região (Rio de Janeiro) conduz a mediação. O MPT pode ser acionado como terceiro mediador.

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