Rodoviários do Rio e empresários não chegam a acordo em nova audiência
Rodoviários do Rio e empresários não chegam a acordo em nova audiência realizada nesta quarta-feira (12). O impasse mantém a possibilidade de greve a partir da próxima semana.
Rodoviários do Rio e empresários não chegam a acordo em nova audiência
Rodoviários do Rio e empresários não chegaram a acordo na audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (12), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). O impasse mantém a possibilidade de greve a partir da próxima semana, caso não haja avanço nas negociações.
Impasse persiste: rodoviários do Rio e empresários não chegam a acordo
A audiência, mediada pelo desembargador do TRT-1, foi a quarta tentativa de conciliação entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Rio Ônibus). As partes não chegaram a um denominador comum sobre a pauta de reivindicações da categoria.
O que está em jogo na negociação
A pauta dos rodoviários inclui reajuste salarial de 10%, aumento no vale-refeição e manutenção do plano de saúde. Os empresários, por sua vez, ofereceram reajuste de 4,5%, baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses, que fechou em 3,8% em maio. A diferença entre as propostas é o principal ponto de impasse.
Próximos passos: nova audiência e possível greve
Após o fracasso da audiência desta quarta, o TRT-1 marcou uma nova reunião para a próxima segunda-feira (17). Caso não haja acordo, o sindicato dos rodoviários pode deflagrar greve a partir do dia 19, conforme deliberação em assembleia da categoria.
Impactos para a população do Rio
Uma greve de rodoviários no Rio de Janeiro afeta diretamente cerca de 4 milhões de passageiros por dia, segundo dados da Rio Ônibus. Em paralisações anteriores, como a de 2024, o transporte público foi parcialmente paralisado, gerando caos no trânsito e prejuízos para comerciantes.
Mediação do TRT-1 e possíveis saídas
O TRT-1 tem atuado como mediador nas negociações, propondo cláusulas de compensação e prazos para reajuste escalonado. Em audiências anteriores, a Justiça do Trabalho sugeriu um reajuste intermediário de 6,5%, mas a proposta não foi aceita por nenhuma das partes.
O que dizem os sindicatos
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, em declaração à imprensa, afirmou que a categoria não aceitará proposta abaixo da inflação. Já o Rio Ônibus alega que o reajuste pedido é inviável financeiramente, citando a queda no número de passageiros pagantes desde a pandemia crise no transporte público.
Histórico de negociações no transporte público do Rio
As negociações entre rodoviários e empresários no Rio têm histórico de embates. Em 2024, a greve durou cinco dias e foi encerrada após intervenção do TRT-1, com reajuste de 5,2%. Em 2025, o acordo foi firmado em audiência única, com reajuste de 6% e manutenção de benefícios.
Como a população pode se preparar
A orientação da Prefeitura do Rio é que os passageiros busquem alternativas como metrô, BRT e barcas, que não devem ser afetados pela paralisação. Aplicativos de transporte podem ter tarifas dinâmicas durante a greve.
Perguntas Frequentes
Quando pode começar a greve dos rodoviários no Rio?
Caso não haja acordo na audiência do dia 17, a greve pode ser deflagrada a partir do dia 19 de junho.
Quais são as reivindicações dos rodoviários?
A pauta inclui reajuste salarial de 10%, aumento no vale-refeição e manutenção do plano de saúde.
O que os empresários oferecem?
Os empresários oferecem reajuste de 4,5%, baseado no INPC.
A greve afeta todas as linhas de ônibus?
A paralisação pode afetar linhas municipais e intermunicipais, dependendo da adesão dos rodoviários.
O que fazer se a greve começar?
Busque alternativas como metrô, BRT, barcas ou aplicativos de transporte. Acompanhe os comunicados oficiais.